Futebol, meus amigos, é na bola! Sem ela rolando, ali, dentro do
campo não existe futebol. Provocação é do futebol. Brincar com o
adversário, tirar sarro, também faz parte do jogo. Agora, usar de
artifícios inescrupulosos, por raiva, para tentar vencer o adversário é
coisa de time pequeno. E nada pode ser menor.
Rojões no hotel durante a madrugada. Rojões no gramado durante o
treino. Diversos objetos atirados pra dentro do campo, principalmente no
nosso goleiro. E na semana passada? O quanto os jogadores deles
falaram? E a imprensa? Isso que nem tinham entrado em campo ainda.
E pra fechar, apagaram as luzes do estádio quando os goleiros do
Corinthians foram aquecer e durante nosso contra ataque, 3 Corinthianos
no ataque, contra uma defesa totalmente aberta. Com uma das iluminações
mais modernas do mundo (segundo eles próprios gritam) duas vezes no
mesmo dia, simplesmente, para de funcionar. Se for assim, dá pra mandar
jogos com muita facilidade no Parque São Jorge! A mesma quantidade de
torcedores, que cabe lá, cabe na Fazendinha. Enfim… “a gente não tem
estádio”!
Mas, vamos ao que interessa o futebol. Dentro de campo eu vi “o
melhor time do Brasil” não passar do meio campo até os 20 minutos do
primeiro tempo. Marcação controlada e muito fechada. Sem nenhum espaço, a
verdadeira, melhor defesa do país não deixou o time adversário jogar.
Nossos 4 jogadores de trás fizeram outro grande jogo.
Na frente, o Corinthians tinha dificuldades. Os nossos atacantes, a
pedido do treinador, marcam bastante. Geralmente sozinho Emerson
conseguia pouco. Quando tabelava com Alex o meia um pouco desligado, não
deu continuidade as jogadas. Mas, quando Danilo, Alex e Paulinho
fizeram linda triangulação, ela (a bola Principal personagem do
futebol) chegou limpinha pra Emerson. Sheik dominou e bateu, na gaveta.
Sem chances pro goleiro. 1 x 0. E o “impossível” acontecia na Vila.
Evidentemente, recuamos. Fechamos todos os espaços. Sofremos. Eles
tentaram muitos cruzamentos. Mas só tiveram uma boa finalização, mas ai,
o Corinthians tem goleiro. As outras oportunidades pareciam bolas
simples pro gigante do gol Corinthiano.
Um deles pisou no Jorge Henrique. Outro agrediu o Castan com chute.
Mas quem foi expulso? Emerson Sheik. Nosso único atacante em campo.
Outra vez, contra o Corinthians, juizinho caseiro. Ninguém vai reclamar.
E o Corinthians não precisa reclamar, por que futebol, é na bola! E
dentro de campo.
Dia 20, na outra quarta feira, festa linda no Pacaembu. 40 mil
Corinthianos gritando, incentivando. Sem patifaria, sem objetos no
campo, sem juiz caseiro, sem apagar a luz e sem falar bobagem. Como eu
sempre digo (e vou repetir) pés no chão e cabeça no lugar. Não ganhamos
nada. Seguir forte com esse foco.
Porque a competição já está
Corinthiana. Só falta o título ficar.
Só que antes, ótima oportunidade para se recuperar e começar a pontuar no Brasileiro. Às 18h30, no Moises Lucarelli, contra a Ponte, é a quinta rodada. Com absoluta certeza com o time reserva.
Vaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaai Corinthians!
Fonte: Os Geraldinos

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