LEIAM ISSO GALERA!!!
Era quase um jogo normal, sem importância. Não fosse o quase.
Era quase um jogo normal, sem importância. Não fosse o quase.
Em campo, só estavam o atual campeão nacional diante do atual campeão das Américas. Coisa pouca.
Em disputa, a vaga na final do torneio de futebol mais importante do
continente. Realmente uma noite quase comum. Não fosse o quase.
O time branco – liderado pela maior estrela brasileira nos últimos anos – até foi à guerra, mas não foi à luta.
O time preto – liderado pela maior estrela das arquibancadas nos últimos 100 anos – foi declaradamente à luta.
Não para, não para, não para… Luta! E foi pra cima!
E, de tanto pelejar de peito aberto, teve um homem abatido, alvejado
sumariamente (e justamente) pelo vermelho do cartão. Melhor que o
vermelho da vergonha daqueles que, na falta de opção melhor, usaram
táticas quase medievais de combate.
Valia tudo. Até blackout! Talvez, no escuro, esconder o fraco futebol fosse mais fácil.
Não teve jeito.
Foi assim, entre capacetes e havaianas atirados no front, em meio a
névoa e a escuridão, que o Corinthians chegou mais perto de sua única
glória ainda não alcançada.
E é assustador e emocionante pensar que estamos quase lá.
Não fosse o quase…

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