O zagueiro William estava decidido a se aposentar no final do ano. Havia pesquisado até cursos de inglês na Austrália. Ainda frustrado por não conquistar o título da Copa Libertadores da América, no entanto, o capitão do Corinthians já cogita adiar os seus planos.
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01 junho 2010
Promessas
O zagueiro Paulo André está animado: ganhou a oportunidade de ser titular do Corinthians uma semana antes de negociar a sua permanência no Parque São Jorge com o Le Mans, da França. Devido à contusão de Chicão, o reserva enfrentará o Internacional, nesta quinta-feira, e o Botafogo, no domingo.
"Vou entrar em campo disposto a dar a vida para seguir no Corinthians. A chance de jogar veio na hora certa. Enquanto não há um papel assinado, tudo pode mudar", comentou Paulo André.
O empréstimo do zagueiro vencerá no dia 20 de agosto. Como ele tem contrato com o Le Mans até o final do ano, o clube francês só aceita negociá-lo em definitivo. O Corinthians poderá envolver alguns jogadores na transação, para satisfazer a vontade de Mano Menezes e manter o reserva no elenco.
"A parada da Copa vai servir para acertarmos tudo. O diretor do Le Mans ficará até semana que vem no Brasil para definir essa situação. As chances de permanecer são grandes.
Espero ficar aqui por um bom tempo", afirmou Paulo André, sem nenhuma vontade de retornar ao futebol francês. "Eu abriria mão de algumas coisas para não ir embora", avisou.
Mãos pela mãos
A partida entre Corinthians e Internacional, nesta quinta-feira, no Pacaembu, poderá ser o primeiro confronto do zagueiro William com o argentino D'Alessandro (dúvida para o jogo, por contusão) desde a final da Copa do Brasil de 2009. Na ocasião, o meia foi expulso e tentou agredir o corintiano, que ironizou o gesto com risos e passos para trás.
"Não tenho mais nenhum problema com o D'Alessandro. Se alguém guarda rancor, isso é com ele. Como não houve nenhuma agressão física, o episódio não ficou tão marcado para ninguém. Vou cumprimentá-lo ao término do Hino Nacional", prometeu William, sempre sereno.
O capitão do Corinthians ainda garantiu que não existe motivo para exacerbar a rivalidade com o Internacional às vésperas da sexta rodada do Campeonato Brasileiro. "Será um jogo muito difícil, mas estamos tranquilos. O passado fica para trás. Não há nada para criarmos um clima hostil ou coisa do tipo", garantiu.
William terá um novo companheiro de zaga nesta quinta-feira, porque Chicão se contundiu. Paulo André foi promovido ao time titular e já demonstrou preocupação com o possível encontro com D'Alessandro: "É um jogador habilidoso. Os argentinos sempre são difíceis para marcar e simulam mais faltas. Vamos ter atenção com ele".
Engolindo á seco
Cobiçado pelo presidente da República, o corintiano Luiz Inácio Lula da Silva, o atacante Robinho nada pôde fazer para evitar a derrota do Santos diante do Corinthians, no domingo. Concentrado com a seleção brasileira em Johanesburgo, o 'Rei das Pedaladas' teve de assistir ao tropeço de sua equipe pela TV e ainda observou as dancinhas do rival nas comemorações.
"Não gostei nem um pouco, mas faz parte e temos que aceitar. Nós fazemos dancinhas e temos que aceitar quando o adversário comemora assim. Os corintianos não fizeram para menosprezar", afirmou.
Mesmo longe do Brasil, Robinho não escapou de brincadeiras pela derrota por 4 a 2 no domingo, já que o presidente corintiano, Andrés Sanchez, é o chefe da delegação brasileira na Copa do Mundo.
Antes do embarque para a África do Sul, durante um encontro em Brasília, o 'Rei das Pedaladas' ouviu o presidente Lula pedindo sua contratação para o Corinthians.
"Não há uma proibição de outros assuntos aqui, mas estamos focados na Copa do Mundo. Não sei ainda como será meu futuro, mas espero continuar no Santos", salientou.




