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13 setembro 2012

Tite mostra estudo sobre árbitros e reclama de pênalti não marcado

Esperado para conceder entrevista coletiva após o empate por 1 a 1 com a Ponte Preta, o técnico Tite deixou a sala de imprensa do Pacaembu segundos depois de ter entrado para buscar um misterioso papel nos vestiários. Com o decorrer de seu discurso, o treinador corintiano revelou o teor do documento que carregava em mãos e voltou a questionar a arbitragem escolhida para os jogos do Timão.

O papel, colocado à sua frente na entrevista coletiva, continha uma série de estatísticas sobre as faltas que o Corinthians sofria no Brasileiro e os cartões que eram aplicados aos seus jogadores. Ao incluir o árbitro desta quarta-feira, Rodrigo Braghetto, em sua crítica, Tite procurou provar que o Timão vem sofrendo com erros na competição nacional e que este panorama precisa ser alterado na sequência do torneio.

'Nós não queremos regalias. O nosso time é o 16º que comete faltas neste campeonato. Existem outras 15 que fazem mais do que nós. E nós somos o segundo time que mais sofre faltas. No jogo contra o Grêmio, por exemplo, o Edílson fez nove faltas e não tomou um cartão amarelo', comentou o treinador, relacionando esta sua linha de raciocínio com o julgamento do atacante Emerson Sheik, na próxima sexta-feira.

'O Emerson toma falta, toma falta, toma pênalti, e não é dado o cartão. Agora ele tomou um cartão que não era para ser expulso e depois corre o risco de ficar fora do próximo jogo', acrescentou o treinador, que contestou o amarelo aplicado ao jogador por ter simulado um pênalti na partida contra o Atlético-MG. 'O Emerson não simula e eu cobrei dele naquele lance. Ele se levantou rápido com medo de receber o cartão. Depois o árbitro errou de novo e agora teremos o julgamento. Mas eles têm discernimento e nós vamos acatar qualquer decisão.'

Correndo sérios riscos de ficar sem o Sheik para o clássico deste domingo, contra o Palmeiras, Tite também questionou o empate por 1 a 1 com a Ponte Preta, nesta quarta-feira. Embora tenha elogiado o desempenho defensivo de seu adversário, o comandante destacou que o resultado poderia ser diferente se um pênalti em cima de Romarinho fosse marcado aos 31 minutos do segundo tempo, em jogada concluída com um chute para o gol de Giovani.

'Não precisa dar os que não são para o Corinthians. Existiram pênaltis contra outros times e no jogo com o São Paulo podem falar que é passível de interpretação. Mas contra o Bahia foi um absurdo e hoje o Romarinho domina, fica de frente para o gol e vai ao chão. Não existe vantagem em pênalti. Em jogos com essa característica de marcação, eles precisam ser dados para todo mundo. Quando erra, dá', finalizou o técnico.

Fonte: Gazeta Esportiva

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