São Pauo - Herói do empate corintiano ao marcar o gol nos últimos minutos, Emerson Sheik
terá pouco tempo para saborear o gostinho. Nesta sexta, o atacante será
julgado pelo Supremo Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) por conta da
expulsão e das ofensas (‘você é um ladrão e safado’) ao árbitro
Péricles Bassols, no jogo contra o Atlético-MG.
Caso Emerson pegue pena máxima, que é de 21 jogos, o Timão só terá o atleta em campo no Mundial de Clubes.
'Eu
sei ser grande, eu sei reconhecer o erro. Agora, eu também espero, como
atleta profissional do futebol brasileiro, que a CBF e a comissão de
arbitragem ou sei lá quem é responsável, que melhore e conserte a
arbitragem. Não adianta o atleta e o clube serem punidos e o futebol não
melhorar', afirmou Emerson, na saída do campo.
Como o jogador
não é réu primário e foi enquadrado em três infrações do
Código brasileiro de Justiça Desportiva: artigo 250 (praticar ato
desleal ou hostil, com punição de um a três jogos), 258 (assumir conduta
contrária à ética ou disciplina desportiva, suspensão de até seis
duelos) e 243-F (ofender alguém em sua honra, mais seis partidas), o
departamento jurídico acredita que ele pegue um gancho de três a cinco
jogos. Por isso, o Timão já prepara um efeito suspensivo para o atacante
atuar no Dérbi.A intenção é evitar que Emerson perca muitos jogos, pois
ele mesmo reconhece que o Nacional é usado como preparação para o
Mundial de Clubes.
'O Brasileirão serve de preparação. O
importante é entrosar, pois tem o pessoal que chegou, tem gente entrando
no time. É importante manter o padrão. O tempo passa rápido e o Mundial
está aí', destacou.
Sobre o empate com a Ponte Preta, Emerson Sheik
reconhece que o adversário fez por merecer o resultado ao complicar a
partida como já havia feito no Campeonato Paulista e no primeiro turno
do Brasileirão.
'Sabíamos da dificuldade. É um time competitivo
demais, que incomoda, marca bem, explora os contra-ataques e os nosso
erros. Mas está bom, eles jogaram para caramba. Fizeram três gols
impedidos. Não dá para tirar o mérito da Ponte', analisou o camisa 11,
que enfatizou a vontade demonstrada pela equipe até o fim. 'O
Corinthians respeita desta maneira, correndo e brigando até o último
minuto.'
Fonte: Marca Brasil
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13 setembro 2012
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