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20 junho 2012

Preparador guarda segredos para pênaltis e diz: "Cássio fecha o gol"

Caso a semifinal da Copa Libertadores vá para os pênaltis, Cássio está bem afinado. Além de receber informações sobre os batedores do Santos, o goleiro corintiano de 1,95m de altura e 2,05m de envergadura (distância entre os braços abertos) tem treinado bem e vai dispor de alguns segredos do preparador na hora H.

Alguns deles, Mauri Lima revela. Como notar o enquadramento do batedor, esperar o chute para fazer a defesa, não cair sempre para o mesmo canto e também ter sorte, já que "pênalti bem batido é indefensável, não adianta".

Outros, ele prefere não entregar. "Existem algumas coisas que a gente foca para se ter um ganho na tentativa de defender o pênalti, mas isso fica só entre nós", diz o treinador de goleiros, apostando no tamanho do jogador. "Com ele, o gol fica menor para o batedor. Isso ajuda, mas a defesa também exige velocidade, explosão e tempo certo para sair na bola".

Para que a classificação seja decidida nos pênaltis, o Corinthians precisa perder por 1 a 0, no Pacaembu. Cássio teria que sofrer o primeiro gol, pois não foi vazado nos cinco jogos que fez no torneio sul-americano desde que tomou a posição de Julio Cesar. O antigo titular é quem estava na meta na última decisão de pênaltis: ele defendeu cobrança do volante João Vitor e eliminou o Palmeiras nas semifinais do Campeonato Paulista de 2011. 

Aquele, a propósito, foi o único triunfo de Tite em sete disputas desse tipo na carreira. "Perdi título brasileiro (de 1986, para o São Paulo) como atleta, perdi semifinal de Mercosul para o Flamengo (com o Grêmio, em 2001, em pleno Olímpico). Perdi Copa do Rei pelo Al-Ain (dos Emirados Árabes)...", disse recentemente o treinador, lembrando alguns insucessos.

O Santos, oponente desta quarta-feira, tem lembrança positiva bem mais recente em pênaltis. Foi justamente assim – com 4 a 2 depois de empate no placar acumulado – que o time de Muricy Ramalho passou pelo Vélez Sarsfield-ARG, nas quartas de final da Libertadores. O time argentino desperdiçou duas cobranças, uma por cima do gol e outra defendida por Rafael. Disputa gravada pelo departamento de tecnologia do Corinthians.

"Hoje em dia todos os clubes têm feito esse tipo de trabalho de separar vídeos, prestar atenção. E os batedores, já sabendo disso, fazem suas mudanças também. Assim como observamos os outros, os outros nos observam", minimiza Mauri Lima, que ainda não era o treinador de goleiros do Corinthians em 2000, ano em que o time fez sua melhor participação na Libertadores, sendo eliminado na semifinal após Marcos defender histórica cobrança de pênalti de Marcelinho Carioca.

"Penalidade é uma situação muito diferente, ainda mais quando define classificação, título. É bonito ver goleiro se consagrando, e ruim o atacante perdendo, seja do seu time ou adversário. Que a vaga não se decida nos pênaltis. Se for, que o Cássio possa se sair bem", espera.

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