Alguns deles, Mauri Lima
revela. Como notar o enquadramento do batedor, esperar o chute para
fazer a defesa, não cair sempre para o mesmo canto e também ter sorte,
já que "pênalti bem batido é indefensável, não adianta".
Outros,
ele prefere não entregar. "Existem algumas coisas que a gente foca para
se ter um ganho na tentativa de defender o pênalti, mas isso fica só
entre nós", diz o treinador
de goleiros, apostando no tamanho do jogador. "Com ele, o gol fica
menor para o batedor. Isso ajuda, mas a defesa também exige velocidade,
explosão e tempo certo para sair na bola".
Para que
a classificação seja decidida nos pênaltis, o Corinthians precisa
perder por 1 a 0, no Pacaembu. Cássio teria que sofrer o primeiro gol,
pois não foi vazado nos cinco jogos
que fez no torneio sul-americano desde que tomou a posição de Julio
Cesar. O antigo titular é quem estava na meta na última decisão de
pênaltis: ele defendeu cobrança do volante João Vitor e eliminou o
Palmeiras nas semifinais do Campeonato Paulista de 2011.
Aquele,
a propósito, foi o único triunfo de Tite em sete disputas desse tipo na
carreira. "Perdi título brasileiro (de 1986, para o São Paulo) como
atleta, perdi semifinal de Mercosul para o Flamengo (com o Grêmio, em
2001, em pleno Olímpico). Perdi Copa do Rei pelo Al-Ain (dos Emirados
Árabes)...", disse recentemente o treinador, lembrando alguns
insucessos.
O Santos, oponente desta quarta-feira, tem
lembrança positiva bem mais recente em pênaltis. Foi justamente assim –
com 4 a 2 depois de empate no placar acumulado – que o time de Muricy
Ramalho passou pelo Vélez Sarsfield-ARG, nas quartas de final da
Libertadores. O time argentino desperdiçou duas cobranças, uma por cima
do gol e outra defendida por Rafael. Disputa gravada pelo departamento
de tecnologia do Corinthians.
"Hoje
em dia todos os clubes têm feito esse tipo de trabalho de separar
vídeos, prestar atenção. E os batedores, já sabendo disso, fazem suas
mudanças também. Assim como observamos os outros, os outros nos
observam", minimiza Mauri Lima, que ainda não era o treinador de
goleiros do Corinthians em 2000, ano em que o time fez sua melhor
participação na Libertadores, sendo eliminado na semifinal após Marcos
defender histórica cobrança de pênalti de Marcelinho Carioca.
"Penalidade
é uma situação muito diferente, ainda mais quando define classificação,
título. É bonito ver goleiro se consagrando, e ruim o atacante
perdendo, seja do seu time ou adversário. Que a vaga não se decida nos
pênaltis. Se for, que o Cássio possa se sair bem", espera.

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