
O Palmeiras foi punido pelo mau comportamento de parte de seus
torcedores durante o clássico contra o Corinthians, no dia 16 de
setembro, no Pacaembu.
Em julgamento no Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD), nesta
sexta-feira, em Goiânia, o Verdão foi multado em R$ 40 mil e punido com a
perda de quatro mandos de campo - o clube poderia perder até 20 mandos.
No mesmo julgamento, o atacante Luan foi suspenso por três jogos após
ter sido expulso no mesmo clássico. O Palmeiras promete recorrer das
duas decisões.
O jogo deste sábado, contra a Ponte Preta, às 21h, está mantido para o Pacaembu.
Além da partida contra a Macaca, o Verdão, na luta para se manter na
Série A do Brasileirão, terá outros cinco jogos como mandante: contra
Coritiba, Cruzeiro, Botafogo, Fluminense e Atlético-GO.
Com a
pena, só a última partida, contra o time goiano, poderá ser realizada em
São Paulo. A diretoria do Palmeiras estuda dois estádios no interior
paulista para mandar os jogos da equipe: a Arena da Fonte, em Araraquara, e o Santa Cruz, em Ribeirão Preto. O
Palmeiras foi enquadrado em dois parágrafos do artigo 213 do Código
Brasileiro de Justiça Desportiva: deixar de tomar providências capazes
de prevenir e reprimir desordens no estádio e lançamento de objetos no
campo.
No julgamento, o departamento jurídico do Palmeiras
argumentou que o clube agiu rapidamente na tentativa de identificar os
responsáveis pelos incidentes - até uma cadeira foi atirada ao gramado.
-
Foi feito o que era possível ser feito. Eu acho que essa punição ao
Palmeiras é um exagero e uma injustiça. O clube está em um momento
difícil e precisa ser ajudado por aqueles que gostam do futebol - disse o
advogado do Verdão, José Mauro Couto.
Os argumentos não foram suficientes para convencer os auditores do STJD.
Araraquara ou Ribeirão Preto?
A
partida contra o Coritiba, no dia 11 de outubro, está praticamente
confirmada para Araraquara, mas Ribeirão Preto também deve receber
jogos. Nesta quinta-feira, o auxiliar técnico de Gilson Kleina, Juninho
Lola, encerrou as visitas às duas cidades e preparou um relatório
detalhado ao gerente de futebol do Verdão, César Sampaio. A decisão da
diretoria será anunciada nos próximos dias.Juninho Lola caminha pelo
gramado do estádio Santa Cruz com diretores do Botafogo-SP (Foto: Rafael
Martinez / Botafogo FC)Auxiliar Juninho Lola visita o estádio Santa
Cruz, em
Ribeirão Preto (Foto: Rafael Martinez / Botafogo FC)
Segundo
Lola, outras cidades estão descartadas. Presidente Prudente e Itu, por
exemplo, nem estão no roteiro de visitas. Satisfeito com as duas praças,
da Ferroviária e do Botafogo, o auxiliar vê o gramado de Ribeirão um
pouco melhor.
- Achei o campo do Santa Cruz melhor do que o campo de Araraquara. Trouxemos nosso responsável pelos gramados do CT, o Marquinhos, para ele dar o parecer dele. Essa não é a minha área. Vou relatar o que eu vi - comentou o auxiliar.
O que pode pesar a favor dos ribeirão-pretanos é o fato de a torcida da região comparecer em peso nos jogos.
-
É um campo bom, uma estrutura boa. Uma coisa importante: o Palmeiras
tem muita torcida aqui. No ano passado, vim assistir a um jogo do
Palmeiras e tinha muitos torcedores. Isso é importante. Trazer o
Palmeiras onde ele tem uma torcida forte - disse.Araraquara também tem
suas vantagens. Além de ser mais perto da capital paulista (276 km,
contra 317 km de Ribeirão Preto), a cidade conta com a nova Arena da Fonte,
que possui cobertura em toda a arquibancada. Com relação à capacidade, o
estádio da Ferroviária comporta 20 mil pessoas, enquanto o Santa Cruz
está liberado para receber 29.292 torcedores.
No clássico contra o Corinthians, palmeirenses criaram confusão após derrota no Pacaembu
Crédito da imagem: Rafael Neddermeyer / Agência O Dia
Fonte:
globo esporte