Consequência imediata: ao Timão, então nos 20, bastaria bater, domingo, o São Paulo, já classificado no Grupo A, para assumir a segunda colocação e, enfim, se aproximar da possibilidade de obter uma vaga nas oitavas-de-final do campeonato. Continuam no torneio os dois primeiros de cada chave.
Não deu certo. Placar do desafio: Tricolor 3 X 2.
Sem o ótimo meia Jádson, seu astro do momento, Mano Menezes, treinador do alvinegro, resgatou Renato Augusto, vítima desafortunada de sucessivas contusões. Um substituto natural ou, talvez, um parceiro do meia dentre os titulares, não sosse Jádson o melhor do Corinthians nesta temporada.
Alivio a memória: Jádson e Pato protagonizaram uma inusitada negociação entre o Timão e o São Paulo. Jádson no alvinegro, em definitivo. E Pato no Tricolor, por empréstimo, até Dezembro de 2015. Na transação, os clubes basicamente acertaram que ambos não enfrentariam os ex-pagadores.
Foi o atacante Luciano, ex-Avaí de Florianópolis, o iniciador do lance que, aos 9’, produziu a vantagem do Corinthians, 1 X 0. O garoto de apenas vinte anos cruzou e o zagueiro Antonio Carlos desviou, tento contra.
O Timão, no entanto, não soube desfrutar a folga tão rápida. Concedeu muito espaço ao São Paulo, na região intermediária do gramado. E o Tricolor pressionou e pressionou – até que, aos 38’, o adormecido Ganso acertou um petardo estupendo, de 25m, no ângulo esquerdo de Cássio.
Após o descanso regulamentar, Mano Menezes trocou Renato Augusto, lentíssimo, por Paolo Guerrero, um atacante de ofício. O peruano, contudo, mal teve tempo para se aquecer. Sem se incomodar com a barulheira dos torcedores do alvinegro, mandante, o elenco do Morumbi retornou dos vestiários mais vibrante. E, aos 50’, Luís Fabiano anotou 2 X 1.
Inacreditavelmente, aos 59’, de novo Antonio Carlos se demonstraria o vilão do São Paulo. Guerrero se infiltrou pelo flanco canhoto da área do Tricolor e especulou, num chute sem ângulo. Azar gigantesco do zagueiro, sorte providencial do peruano, Antonio Carlos desviou e bisou o tento contra – o seu quarto, recorde, aliás, em favor do Timão.
Determinado a coletar a vitória, e os três pontos, Mano reconstruiu a dupla ofensiva da gestão de Tite no Mundial da FIFA. Aos 71’, sacou Romarinho e enviou Émerson Sheik ao combate. A tarde, no entanto, pertencia ao São Paulo. Aos 79’, num levantamento de Osvaldo, o becão Rodrigo Caio pulou bem mais alto do que Uendel, uma obviedade. Tricolor 3 X 2.
Para o Timão, tanto fazia um fracasso ou uma igualdade. Seu único dilema, nas próximas rodadas: compulsoriamente suplantar o perigoso Penapolense, em viagem, e o Sorocaba, no Pacaembu. Além disso, esperar que o Ituano fraqueje diante do São Paulo, no Morumbi, ou do Penapolense, em casa.

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