O guindaste, que tem capacidade nominal de 1.500 toneladas e lança de 114 metros, é o maior do Brasil, e já foi retirado da área do desabamento para uma região interna da Arena Corinthians, onde peritos e técnicos poderão analisá-la com mais cuidado, inferindo até mesmo possíveis causas do acidente. No entanto, segundo a Odebrecht, ainda é necessário recolher a treliça, que é uma rede de estruturas interligadas que dão suporte ao aparelho. Só assim as obras poderão avançar em seu ritmo normal. A expectativa é que tudo seja retirado até o próximo dia 15.
Além disso, Odebrecht e Corinthians determinaram para o dia 15 de fevereiro a colocação da última peça da cobertura, finalizando mais esta etapa da construção do estádio paulista para a Copa de 2014. Para dar sequência ao processo, o guindaste acidentado foi substituído por outros dois aparelhos de capacidade inferior, segundo a construtora. No fim do ano passado, um acordo entre Odebrecht e Ministério do Trabalho confirmou os prazos e deliberou sobre mais empregados e menos horas de trabalho para os funcionários.
Com as obras retomando seu ritmo, ainda há indefinições a respeito da investigação. O delegado Luiz Antônio da Cruz, do 65º DP, voltou ao trabalho e tem ouvido mais testemunhas sobre o caso. O operador do guindaste no dia do acidente, José Walter Joaquim, pode ser chamado para novos esclarecimentos. O delegado ainda aguarda a chegada do relatório do HD do guindaste, em análise na sede da Liehberr, e os resultados da perícia do Instituto de Criminalística.
O Povo

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