"Sem demagogia nenhuma, joguei mais que o Ronaldo no modo geral. Só na Seleção que não. Até porque joguei mais tempo que ele, com mais regularidade. Os números não vão mentir, fiz o dobro de gols dele. Só na Seleção que não joguei mais. Mas aí ele é uma pessoa fantástica, tem carisma, e enfim...", afirmou.
Em 1998, Ronaldo e Edmundo eram companheiros de Seleção Brasileira na Copa do Mundo, vencida na final pela França em Paris com vitória de 3 a 0 sobre o Brasil. No dia da decisão, Ronaldo teve a famosa convulsão e o nome de Edmundo, então reserva, surgiu entre os titulares em uma relação prévia. O atual comentarista não culpa Zagallo pela derrota, mas crê que a situação com o companheiro de ataque impactou bastante o destino da Copa.
"Eu vi ele ter a convulsão, todos os jogadores viram. Não sei (se a França teria ganho sem a convulsão de Ronaldo), eles teriam chance, mas não seria tão fácil. Teve impacto total, o Brasil foi apático. Acho que o Zagallo não errou em escalá-lo porque não era de ordem técnica, era médica. Acho que quem devia ter barrado era o Lidio Toledo, o médico. A preparação de um jogo de futebol é a concentração total e aquilo desconcentrou a gente", relembrou Edmundo.
Fonte: Terra

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