Do UOL, em Mogi Mirim (SP)
A cara fechada na última segunda, quando chegou a São Paulo com a delegação após o 4 a 0 sofrido diante da Portuguesa deu lugar aos suspiros de alivio e um sorriso. Em seu momento mais delicado desde a eliminação para o Tolima, em 2011, Tite contou com apoio de diferentes origens para recuperar o ânimo que parecia perdido no meio da crise do Corinthians.
Os últimos dias foram diferentes para o treinador, acostumado com a idolatria conquistada nos títulos dos anos anteriores. Com o time sem vencer há oito jogos, ele passou a ser questionado por jornalistas e conselheiros do clube, mas a direção sempre garantiu sua permanência.
O medo que ficou no ar foi o de um pedido de demissão. Depois do jogo contra a Portuguesa, Tite chegou tão abatido ao vestiário que os atletas decidiram assumir a missão de conceder a tradicional entrevista coletiva. Foi a primeira demonstração de apoio que o técnico receberia. No dia seguinte, a direção repetiria mais algumas vezes na imprensa que Tite permaneceria, reforçando um carinho já recebido por ele internamente.
"Me sinto um privilegiado. Tenho mensagens pessoais de apoio dos funcionários", contou o treinador. Quando marcou o segundo gol contra o Bahia em Mogi, o zagueiro Cléber correu para abraçar o treinador, e foi acompanhado por todo o elenco.
"Tem momentos que você guarda. Esse, assim como o do apoio do torcedor quando fomos eliminados contra o Boca, esse ano, são alguns desses", completou ele.
A torcida também fez sua parte. Em Mogi Mirim, o treinador foi aplaudido e teve seu nome gritado pelo público repetidas vezes. Até os protestos o ignoraram.
Em Campo Grande, depois do 4 a 0, Pato e Sheik foram os principais alvos da fúria dos organizados que cercaram o ônibus da delegação. Em São Paulo, a pichação no Parque São Jorge também não levou o técnico em consideração.
O apoio da torcida que mais marcou Tite, porém, sequer chegou diretamente a ele. Na última terça, um torcedor foi até o apartamento do treinador, no bairro do Tatuapé, e entregou um presente para nas mãos da dona Rose, mulher do comandante alvinegro.
"É um calhamaço de emails que ele imprimiu de gente dando apoio", completou Tite, finalmente sorridente após o jejum de vitórias ter sido encerrado.
Fonte: UOL

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