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22 dezembro 2012

Vivendo recomeço no Resende, Acosta fala sobre passagem apagada pelo Corinthians e declara: 'Sou 80% brasileiro'

Beto Acosta está definitivamente vivendo um momento de recomeço. Com passagens por Náutico, Corinthians e Brasiliense, o uruguaio de 35 anos acaba de chegar ao Resende, onde disputará pela primeira vez o Campeonato Carioca em 2013. A expectativa, segundo ele, é a melhor possível.

“É uma expectativa muito grande. Nunca joguei o Campeonato Carioca. Já tinha jogado contra times do Rio, desde times grandes até times de Série C. Jogar o Campeonato Carioca vai ser muito bom. Tive uma proposta para jogar o Campeonato Catarinense, mas preferi vir jogar o Campeonato Carioca”, afirmou o simpático jogador, apelidado de "Lula Molusco" pelos companheiros.

Glória em Recife, decadência em São Paulo e ostracismo em Brasília

Acosta se notabilizou no futebol brasileiro ao marcar 19 gols no Nacional de 2007, pelo Náutico. De lá para cá, entretanto, as coisas não correram tão bem. Atrapalhado por uma série de lesões graves, o jogador não conseguiu se firmar no Corinthians, time que teve os seus direitos federativos entre 2008 e 2009, nem no próprio Náutico, ao qual retornou por empréstimo durante este período.

“Eu falo muito com a minha esposa, na época que eu fui jogar no Corinthians eu perdi a graça de jogar. No Náutico eu jogava com alegria, dava risada. Aí não sei o que aconteceu, se foi porque era time grande... Mas tudo bem, foi uma passagem boa pelo Corinthians. Agora estou aqui jogando o Campeonato Carioca, vai ser muito bom para mim. Graças a Deus estou ficando bem fisicamente para fazer um bom campeonato”, explicou.

Em 2010, um rápido retorno ao país-natal foi seguido de uma ida ao Brasiliense, onde Acosta permaneceu até 2011, conquistando um Estadual. A experiência, entretanto, não foi das melhores, como o próprio jogador explicou em conversa com a reportagem do ESPN.com.br na tarde deste sábado (22), após um jogo-treino contra o Friburguense.
“No Campeonato Candango você fica sumido, né? O nível do campeonato em Brasília é fraco. Você pode fazer vinte gols que ninguém fica sabendo. O Campeonato Carioca é diferente. Se eu fizer um bom campeonato pode pintar uma oportunidade boa para mim. Então a expectativa é essa, fazer um bom campeonato e ajudar o time aqui a chegar o mais alto possível”, declarou o uruguaio.

Problemas à parte, adaptação ao Brasil é total

Apesar de todas as desventuras vividas no Brasil, Acosta não perde o amor pelo país. O próprio jogador afirma que ele e sua família se sentem em casa, e não há desejo de retornar ao Uruguai.

“Eu sou 80% brasileiro e 20% uruguaio. Me adaptei muito bem aqui, minha família gosta muito daqui. A gente mora em Brasília, eu tenho residência lá. Então a gente, se Deus quiser, vai ficar morando aqui no Brasil. A expectativa é essa. Eu vou para o Uruguai só de férias, passo três ou quatro dias e volto para o Brasil", afirmou.

Ele se arrisca até a cravar a sua "casa" no Brasil, após tantas andanças:

"Eu gostei muito de São Paulo, mas a minha esposa e a minha filha gostaram de Brasília. E quem manda são as mulheres (risos), então eu preferi ficar em Brasília", finalizou, de maneira bem-humorada.

Fonte: ESPN

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