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06 dezembro 2012

Maior torcida do mundo e Barcelona da Oceania: conheça os participantes do Mundial de clubes-2012

Depois de cinco meses de muita expectativa para o Corinthians desde o título da Copa Libertadores, o Mundial de clubes finalmente vai começar. O corintiano ainda vai ter que esperar um pouco para ver o time em campo. A estreia brasileira só acontece na próxima quarta-feira. Por enquanto é hora de analisar possíveis adversários.

Nesta quinta se enfrentam pela abertura do torneio dois possíveis adversários corintianos, o Sanfrecce Hiroshima, campeão japonês e representante do país-sede e o Auckland, time Nova Zelândia, campeão da Oceania e repleto de espanhóis no elenco. O ESPN.com.br apresenta estes e os outros quatro clubes participantes além do Corinthians.

O Al-Ahly, do Egito, campeão africano e postulante ao título de maior torcida do mundo, está na mesma chave dos paulistas e pode enfrentá-los nas semifinais. Do outro lado da chave estão Ulsan Hyundai, da Coreia do Sul, campeão asiático e Monterrey, do México, campeão da América do Norte e Central. Quem passar pega o Chelsea, da Inglaterra, campeão europeu.

Saiba mais sobre os clubes:

Sanfrecce Hiroshima

Campeão da J League, a liga japonesa, pela primeira vez em sua história, o time de Hiroshima terá a honra de representar o país organizador do Mundial. O título inédito não foi fácil, e o Vegalta Sendai, dos brasileiros Deyvid Sacconi, ex-Palmeiras e Wilson, ex-Corinthians, esteve sempre na cola.

Na penúltima rodada da competição, porém, o Sanfrecce, ou Três Flechas, em português - o nome é junção das palavras San, três em japonês e Frecce, flechas, em italiano -, se aproveitou da derrota de Vegalta, venceu seu jogo e ficou com o caneco.

Os atuais campeões não têm nenhum brasileiro no elenco, e os únicos estrangeiros são os sul-coreanos Seok-Ho e Dae-Heon e o croata Mikic. Entre os japoneses se destacam os irmãos gêmeos Koji e Kazuyuki Morisaki, ambos meio-campistas e o goleiro da seleção nacional Nishikawa.

Anteriormente outros brasileiros passaram pelo Sanfrecce. É o caso do atacante Ueslei, revelado em 1995 pelo Bahia e com passagens por Palmeiras, São Paulo e Inter, do centroavante Marcelo Ramos, ex-Bahia e Cruzeiro, do zagueiro Dininho, ex-São Caetano, do meia Beto, ex-Botafogo e do ex-volante César Sampaio.

Auckland City

Muitos dos jogadores do campeão da Oceania se dividem entre suas profissões e os gramados de futebol, mas isso não impede que a equipe da Nova Zelândia se autodenomine o Barcelona do seu continente.

'Tentamos jogar um futebol mais dominante. Toques curtos e movimentação. Guardando as proporções, tentamos jogar no estilo do Barcelona. O jeito espanhol de entender o futebol, como todos puderam ver na Copa do Mundo, é esse, e à nossa maneira tentamos impor isso', contou ao ESPN.com.br o zagueiro Berlanga, que além de jogar futebol é professor em uma escola de bola para crianças.

Berlanga é um dos quatro espanhóis do elenco do Auckland, ao lado do meia Alberto Riera, do atacante Manel Exposito e do técnico Ramón Tribulietx.

Exposito, aliás, defendeu o Barcelona e estava no banco de reservas do time catalão quando ninguém menos que Lionel Messi fez o jogo de estreia como profissional, em 13 de novembro de 2003, contra o Porto.

O capitão do time é o experiente zagueiro Ivan Vicelich, que disputou a Copa do Mundo de 2010 com a seleção neozelandesa, e a equipe também conta com Alex Feneridis e Adam McGeorge, promessas locais presentes na Olimpíada de Londres deste ano.

Fundado em 2004, o Auckland já esteve no Mundial de clubes em três oportunidades, em 2006, 2009 e 2011. O objetivo neste ano é repetir o desempenho de 2009, única edição em que conseguiram vencer uma partida e passar da primeira fase.

Al-Ahly

Os corintianos prometem uma verdadeira invasão ao Japão. Fala-se até em 20 mil torcedores desembarcando do Brasil na Terra do Sol Nascente. Mas outro time planeja desbancar o título de maior torcida do Mundial do Corinthians. Esse time é o atual campeão africano, o Al-Ahly.

A equipe de Egito garante ter mais de 50 milhões de torcedores espalhados pelo continente africano e diz possuir o maior número de fãs em todo o mundo. É pouco provável que nas arquibancadas japonesas eles tenham mais apoio do que o Corinthians. Mas o Al-Ahly tem currículo para fazer frente ao time brasileiro.

Os rubro-negros são os maiores campeões da história da África - são sete conquistas - e participarão do Mundial pela quarta vez. As outras foram em 2005, quando perderam a chance de pegar o São Paulo nas semifinais ao caírem na fase anterior, 2006, ano em que terminaram em terceiro lugar e 2008.

Pesa contra o Al-Ahly o fato de o time não ter disputado tantos jogos neste ano. Tudo por conta de uma triste tragédia que matou mais de 70 pessoas durante uma partida do Campeonato Egípcio contra o Al-Masry, em fevereiro.

Como parte da torcida do Al-Ahly participou dos protestos que acabaram resultando na saída do presidente Hosni Mubarak, suspeita-se que a tragédia foi orquestrada por policiais e apoiadores do político.

O desastre fez com que na época um dos principais jogadores do time, o atacante Aboutrika, anunciasse sua aposentadoria. Para a sorte dos milhões de torcedores do time africano, Aboutrika voltou atrás e poderá ajudar sua equipe a passar por Auckland ou Sanfrecce Hiroshima nas quartas de final e pegar o Corinthians nas semis. O elenco do Al Ahly é formado majoritariamente por jogadores do Egito. As únicas duas exceções são Dominique da Silva, atacante de Senegal e Oussou Konan, atacante da Costa do Marfim.

Ulsan Hyundai

O Ulsan Hyundai, da Coreia do Sul, é o outro estreante do Mundial de clubes ao lado de Sanfrecce Hiroshima e Chelsea.

O país de origem dos campeões asiáticos, porém, está cansado de ter representantes na competição internacional. Pelo quarto ano consecutivo uma equipe sul-coreana venceu a Champions League do continente.

A campanha do Ulsan foi avassaladora. Depois de quatro vitórias e dois empates na fase de grupos, eles venceram todas as cinco partidas das quartas de final até a decisão, com boa ajuda do atacante brasileiro Rafinha.

O jogador do Nacional de São Paulo e com passagens por outras equipes do futebol paulista e asiático é o destaque do Ulsan e tem a seu lado o compatriota Maranhão, atacante também pouco conhecido no Brasil.

Mais famosos são outros brasucas que atuaram pela equipe sul-coreana, casos de Zé Carlos, atacante revelado pelo Corinthians e com passagem pelo Cruzeiro, Leandro Machado, ex-Inter, Flamengo e Santos e Leandrão, ex-Inter e Botafogo e hoje no São Caetano. Quem também vestiu a camisa do Ulsan foi Dodô. Por essa equipe o ?atacante dos gols bonitos? fez um inesquecível gol do meio-campo.

Monterrey

O Monterrey não ficou nada satisfeito com sua última participação no Mundial de clubes, ano passado. Os mexicanos eram os mais cotados para fazer frente ao Santos de Neymar nas semifinais de 2011, mas acabaram perdendo para o Kashiwa Reysol, do Japão, logo na estreia, nos pênaltis.

A base daquela equipe foi mantida, com o atacante chileno Humberto Suazo e os argentinos César Delgado, atacante campeão olímpico nos Jogos de Atenas-2004 e Neri Cardozo, campeão da Copa Libertadores de 2007 pelo Boca Juniors.

Mas o espírito desta vez é outro, garante o técnico Victor Manuel Vucetich, que espera vencer o Ulsan Hyundai e duelar com o Chelsea por uma vaga na final. 'Creio que podemos chegar ao Japão em melhor condição e pensar em fazer as coisas de outra maneira, pois temos uma equipe forte, com mentalidade vencedora e sede de revanche.'

Chelsea

O campeão da Europa continua sendo a equipe mais temida do Mundial. Com o Chelsea não é diferente. Mas há tempos um clube não chegava com o favoritismo tão contestado na competição. Além de estarem longe de ser o time mais brilhante a vencer a Champions League nos últimos anos, os ingleses passam por momento turbulento.

Depois de comandar um defensivo Chelsea no inédito título da Champions em campanha com eliminações sobre o Barcelona, nas semifinais e Bayern de Munique, nos pênaltis, na grande decisão, o técnico Roberto Di Matteo vinha tentando armar uma equipe mais ofensiva nesta temporada. Só que o milionário russo Romam Abramovich, dono dos ?Blues?, não teve muita paciência.

Com quatro jogos sem vencer no Campeonato Inglês e prestes a ser eliminado na fase de grupos da Champions League, Di Matteo foi demitido, e a menos de um mês para a estreia no Mundial Rafael Benitez assumiu o cargo. O currículo do recém-contratado é invejável. O espanhol já foi vice-campeão mundial, em 2005, perdendo com o Liverpool para o São Paulo e campeão em 2010, com a Internazionale.

Mas a torcida do Chelsea não está disposta a apoiá-lo. Já na estreia pelo clube londrino Benitez foi hostilizado pelo fãs, que não esqueceram as rusgas do treinador com o seu atual time na época de Liverpool.

Para piorar, seus resultados iniciais são péssimos. O Chelsea não venceu nenhuma das últimas três partidas disputadas pelo Inglês e ainda deu adeus ao sonho do bicampeonato da Champions nessa quarta-feira mesmo depois de golear o Nordsjelland - a Juventus venceu o Shakhtar por 1 a 0 e eliminou os ingleses.

Em crise ou não, o rápido trio de meio-campistas formado por Oscar, Hazard e Mata é certeza de perigo para os rivais, e as chegadas de Ramires de trás são outro ponto forte. Quem também gosta de se aventurar no ataque e fazer tabelinhas com o espanhol Fernando Torres é o zagueiro brasileiro David Luis.

Fonte: ESPN

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