Mas essa cifra fica pequena se comparada aos ganhos que uma vitória dessa magnitude pode gerar. “Após a conquista do Mundial, em 2006, a receita do Inter cresceu 25%”, afirma Jorge Avancini, diretor de marketing do Internacional. De acordo com a BDO, consultoria e auditoria inglesa que atua no Brasil, o valor da marca Corinthians, após a conquista do Mundial, deverá aumentar 20% e chegar a 1,2 bilhão de reais — número que equivale aos valores de São Paulo e Cruzeiro somados.
Essa estimativa leva em conta fatores como faturamento, patrimônio, exposição na TV e contratos de publicidade. Já o time paulista tem uma estimativa bem mais otimista. “Podemos triplicar o valor de nossa marca nos próximos cinco anos”, diz Luis Paulo Rosenberg, vice-presidente de marketing do Corinthians.
A animação do dirigente é baseada no sucesso dos últimos anos, que começou com o traumático rebaixamento da equipe para a série B no final do Campeonato Brasileiro de 2007. Despertava ali, com o lançamento de uma camiseta com a estampa “Nunca vou te abandonar porque eu te amo”, uma máquina de vendas de produtos licenciados.
A Poderoso Timão, rede de franquias que tem parceria com o clube, conta hoje com cerca de 115 unidades e faturamento próximo a 200 milhões de reais. O clube também mudou o padrão das receitas com os direitos de transmissão dos jogos ao negociar diretamente com a Rede Globo um contrato acima dos 100 milhões de reais por ano.
Ao mesmo tempo que ganhava na negociação com seus parceiros comerciais, o Corinthians fez o dever de casa dentro de campo. Ganhou o Campeonato Paulista e a Copa do Brasil em 2009, foi campeão brasileiro em 2011 e faturou a Libertadores e o Mundial da Fifa em 2012.
A expectativa dos dirigentes do Corinthians e de executivos de mercado é que a última conquista potencialize o poder de barganha do clube fora de campo. “Se antes um patrocínio de 30 milhões de reais por ano era algo excepcional, hoje esse valor passa a ser o patamar mínimo para negociar com o Corinthians”, diz Luis Alexandre Rodrigues, diretor de marketing esportivo da Nike, empresa que paga cerca de 31 milhões de reais por ano para fornecer material esportivo ao clube.
Fonte: EXAME.COM

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