| Crédito da imagem: Leandro Moraes/UOL |
O bom momento do Timão, a proximidade do Natal e o bolso do cliente mais cheio com o 13º salário enchem os olhos dos vendedores do comércio popular de São Paulo. O fim de ano promete ser mais gordo para quem tem boas ideias e iniciativa para atrair o corintiano.
Gerente do Lojão dos Esportes, estabelecimento na tradicional Rua 25 de Março, no centro de São Paulo, Valdir Lopes admite que deu um ?tiro no escuro? ao fazer o planejamento neste fim de ano. Otimista com o torneio na Ásia, ele aumentou as encomendas de artigos do clube em até sete vezes.
Normalmente, são pedidas aos fornecedores de 24 a 36 camisas de jogo por mês. Agora, o número aumentou para 160 blusas, que sairão ao consumidor ao preço de R$198 cada.
á começaram a chegar à loja as 180 bandeiras (R$ 32 cada) encomendadas, um número sete vezes maior em relação a outros meses do ano, quando eram pedidas 24.
'A venda está acima do normal. Corinthians mexe com o povo e vendeu igual água. Mas agora fui ousado e pedi um número bem grande. Dei um tiro no escuro porque não temos bola de cristal. Mas resolvi arriscar. Não queria me arrepender depois e ficar pensando ?ah podia ter comprado?', disse.
Dono da barraca Gaivota Modas, na mesma rua, Ernandes Passos também foi ousado ao se organizar para o período do Mundial. Toda semana ele encomenda uma grade com 12 camisas masculinas de jogo, vendidas a R$ 35. Agora, pediu o dobro. A estratégia já deu resultado, e todas esgotaram.
Quem aposta em produtos mais originais e diferentes também não tem do que reclamar. Na loja Drina, o torcedor pode equipar sua casa com brinquedos, porta-revista, porta-retrato, relógio de parede, canecas, copos, bichos de pelúcia e almofadas do Corinthians. Ele pode gelar suas garrafas em um balde para gelo e usar um canivete com o símbolo alvinegro. Até na praia fica perto do time do coração com cadeiras e guarda-sol do Timão.
O vendedor da loja Maurício Dourado, corintiano declarado, se rendeu às tentações do local de trabalho e comprou uma garrafinha para beber água. Os produtos fazem tanto sucesso que rapidamente se esgotam das prateleiras.
'A gente faz pedido, chega e vai embora. Tenho uma cliente de 60 anos que vai viajar para o Japão para ver o Mundial. Ela chegou aqui querendo fazer um kit. Toda semana ela vinha e comprou de tudo. Até barraca de praia', contou.
O autônomo Ricardo Carlos Salim ficou satisfeito com as ofertas e vai decorar a parede de seu quarto com adesivos do Corinthians. 'Tem bastante opção. Meu quarto já é todo preto e branco', disse.
A criatividade é uma grande aliada dos oportunistas que querem lucrar com a boa fase do clube. O corintiano e dono de uma estamparia, Ari Penas, criou faixas com a inscrição 'Chora Porco' especialmente para serem levadas para o torneio da Fifa no Japão.
Em média, 300 faixas 'Chora Porco' são confeccionadas semanalmente neste período pré-Mundial em uma estamparia na Zona Norte de São Paulo. Em menor escala, estão sendo produzidas faixas com a inscrição 'Vai para cima delas', em provocação aos são-paulinos. As faixas de mão custam R$ 3. Bandeiras têm preços que variam de R$ 100 a R$ 400.
Fonte: UOL

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