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28 novembro 2012

Reserva em 2000 leva camisa à festa e prova presença: 'Fui campeão sim!'

Campeões do Mundial de 2000 pelo Corinthians durante evento no Pacaembu
Crédito da imagem: Paulo Silva Jr./ESPN.com.br
Em meio a figuras conhecidas, de Gilmar Fubá a Edilson, só um ex-jogador entre os presentes na homenagem pelo título Mundial conquistado em 2000 portava a camisa que o Corinthians usava na época. Branca, de número 13 e com o nome escrito nas costas, Daniel tinha a prova da presença naquele elenco que fez história.

'Muita gente da mídia não sabe, escreve que eu não fui campeão, mas eu fui. Eu estava naquele time, convivendo com esses caras todos', contou o ex-lateral direito ao ESPN.com.br pouco antes de Corinthians x Santos no Pacaembu, despedida do time diante da torcida antes do Mundial no Japão e data escolhida pela diretoria para o reencontro com os primeiros campeões do mundo.

Daniel foi contratado junto à Ponte Preta e se juntou ao Corinthians para a temporada 2000 com 27 anos. O titular era Índio, com 20 anos e dono da posição nos dois primeiros jogos, contra Raja Casablanca e Real Madrid. Na terceira partida, foi a vez de Daniel ter a chance de sair jogando. Por pouco, não prejudicou o time.

No jogo que valia a classificação à final, ele assumiu a posição, descolou bons cruzamentos pelo lado direito, mas acabou expulso aos 22 minutos do segundo tempo. O time já tinha perdido João Carlos e Ricardinho, ambos machucados, mas buscou forças principalmente após a entrada de Dinei e ganhou o jogo num gol de Rincón: 2 a 0.

'Para mim, foi o maior título que tive até hoje. Esse título foi o primeiro da Fifa e daqui 50 anos vão lembrar que foi o Corinthians. Ninguém pode tirar isso da gente', completou o ex-jogador, hoje com 40 anos e afastado dos gramados desde 2006.

Antes, ele passou pelo Palmeiras, onde participou do elenco que ganhou a Série B em 2003. Ainda teve uma experiência no mínimo diferente para os padrões dos brasileiros que jogam no exterior. Daniel foi parar na seleção da Guiné Equatorial, onde venceu a Copa da Cemac em 2006 ao vencer na final a seleção de Camarões nos pênaltis.

'Fui para a África ter essa vivência fora do país e foi muito bom. Estou com 40 anos, mas se alguém me chamar a gente está por aí, né. Para quem gosta de futebol, não pode desistir jamais', finalizou.

Fonte: ESPN

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