Na audiência desta terça-feira poderia haver um pedido de apreensão do passaporte do atacante caso o juiz que julga o processo avaliasse que há risco de Emerson fugir do país. Sem sentença final, uma nova audiência foi agendada para janeiro e assim o atacante poderá, sim, viajar para o Japão em dezembro para defender o Corinthians no Mundial de Clubes.
'A torcida do Corinthians não precisa ficar preocupada, eu vou jogar o Mundial', disse 'Sheik' de acordo com o jornal 'Lance' por volta das 17h30 ao final da audiência desta terça. A defesa do atacante pediu mais tempo para ouvir outras testemunhas do caso.
'Eu estou chateado, triste. Eu só comprei um carro e estou sendo acusado disso. Eu fui enganado', disse o atacante.
Entenda o caso
Segundo a investigação da PF, uma quadrilha comandada pelo israelense Yoram El Al, importou ilegalmente 102 veículos entre 2010 e 2011. Como as notas fiscais eram subfaturadas, os carros eram vendidos por preços mais baixos e serviam para lavagem de dinheiro da quadrilha, envolvida também com máquinas caça-níqueis. Emerson comprou um desses carros, uma BMW. Ele alega que não sabia da irregularidade, mas já responde processo pelo crime de contrabando.
Em outubro de 2011, a operação 'Black Ops' da Polícia Federal prendeu 13 pessoas da quadrilha, que também vendeu carros contrabandeados aos cantores Latino e Belo.
Diguinho, volante do Fluminense, também é réu no processo. De acordo com a denúncia, tanto Emerson como Diguinho tinham 'ciência do esquema criminoso' e agiram com 'má fé'. O atacante corintiano alega que não adquiriu o veículo na loja 'Euro Imported Cars - Automóveis e Veículos', fechada pela PF por conta das ilegalidades na importação de carros.
Emerson argumenta que comprou o carro de um amigo chamado Marcelo Caetano. O corintiano alega ainda que o automóvel nunca foi registrado em seu nome, mesmo tendo ficado em sua casa por um mês. Depois disso, ainda sem a documentação em seu nome, Emerson revendeu a BMW para Diguinho, com quem jogava no Fluminense. Os dois dizem que pagaram R$ 320 mil pelo carro. As notas fiscais apresentam valores menores.Se condenados, os dois podem pegar pena de 4 a 14 anos de prisão em regime aberto, semi-aberto ou fechado, dependendo da decisão judicial
As informações são do iG
Fonte: Marca Brasil

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