Mano caiu de maduro, mas, meu Deus, que rebu no Corinthians nesta semana, hein?
O que houve?
Nova guerra política entre Alfredo Ignácio Trindade, Wadih Helou ou Vicente Matheus?
Foi o Timão saindo da fila de novo em 77?
Nova invasão corintiana ao Maracanã como em 76?
Era o Corinthians ganhando mais uma vez o Paulistão do IV Centenário de 54 ou o repeteco da quebra do tabu do Santos daquele 6 de março de 1968?
Ou foi a repetição da comemoração da Fiel pelas voltas de Rivellino, Sócrates, Marcelinho Carioca – o maior de todos, creiam -, Palhinha, Luizinho "Pequeno Polegar", Rivaldo e Gylmar?
Nada disso.
Ocorreu apenas mais um fato consagrador hoje na vida de qualquer time de futebol.
A chegada da patrocinadora Caixa Econômica Federal na camisa do Timão chacoalhou o futebol, as torcidas todas, provocou ciúmes em clubes como o São Paulo e agitou a crônica esportiva.
Segmento esportivo esse que resignadamente sacou que patrocinador não é o demônio da bola e que a publicidade é tão importante hoje para os clubes de futebol como a chamada espinha dorsal de seu time em campo.
E que ignorar o fato era seguir dando tiro no pé, também do torcedor.
Atualmente, em todo canto da imprensa esportiva, nomes e marcas como Caixa, Parmalat, BMG, Coca-Cola, Unimed, Petrobras, Irwin, Fiat, Kia, Brahma e etc são comentados e citados como se fossem o técnico, o ala, o beque, o volante ou o artilheiro do time.
Natural evolução da vida, do meio, da sobrevivência, do jornalismo, da informação e da economia como um todo.
E não é que antigamente a marca do patrocinador era até borrada na foto do jogador em certos jornais?
Pois, hoje, ao mesmo tempo em que empresas estampam suas marcas no peito dos jogadores, os próprios jornais até envelopam suas edições inteiras, em forma de oportuna, feliz e legítima ferramenta de marketing de seus anunciantes, na busca de recursos para a manutenção das melhores cabeças em suas redações.
Assim, cada vez mais contam-se melhores histórias.
E que história triste (e imbecil) a de Bruno em Contagem-MG, hein?
E por que “Contagem”?
Alí, do lado da hoje Belo Horizonte e em tempos idos, havia um “Posto Fiscal Fazendário” da Coroa Portuguesa que nos colonizava, tributava, espoliava, vigiava e nos... contava!
Eles ficavam com 1/5, 20% de tudo, daí a expressão “vá pros quintos dos infernos”, bradava-se à época e escreveu-se para a posteridade na literatura popular brasileira.
Ou seja, ouro, animais e produção agrícola eram ali contabilizados e fiscalizados no local então conhecido como “Contagem dos Portugueses”.
O tempo passou, a província-povoado de “Contági” se emancipou e virou a cidade de... Contagem!
Exatamente ali onde hoje se conta quantos anos, meses, semanas, dias e horas Bruno e seus aloprados ficarão atrás das grades.
Com cada um, dia após dia, olhando pro tempo e berrando para seus botões, orelhas compridas e para suas almas: “Como fui burro, vá pros quintos dus infernus”.
É o que Mano Menezes deve ter gritado ou pensado neste final de semana pelo menos um milhão de vezes, sentido-se injustiçado.
Mas deve mesmo é comemorar porque ganhou dois anos de colher de chá da CBF assim como Leão ganhou de Juvenal Juvêncio.
Só que Leão saiu reclamando e Mano Menezes deve mais é que agradecer.
Agora entra Felipão ou entra Dunga, acho.
É que Felipão andou muito sumido, na miúda e dando uma de migué.
Já Dunga, de repente, passou a aparecer em tudo quanto é canto de toda mídia.
Não é sintomático?
Só que já me bateram que o nome é TITE, para assumir dia 1º de janeiro.
Fonte: Terceiro Tempo
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24 novembro 2012
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