Nesta quarta-feira, o centroavante ganhou uma nova oportunidade no futebol. Recebido em Ribeirão Preto pelo técnico do Botafogo-SP, Marcelo Veiga, o jogador de 23 anos passará por algumas avaliações durante as próximas duas semanas para, quem sabe, integrar o elenco que vai disputar o Campeonato Paulista da Série A1.
Amigo de Casagrande, Veiga atendeu ao pedido do ídolo corintiano e abriu as portas para que Ugo possa mostrar que ainda é capaz de construir uma história dentro do futebol.
- Tenho um carinho e um respeito muito grande pelo Casão. Espero que o Ugo aproveite essa oportunidade. É um garoto que fez um bom trabalho no Palmeiras. Vamos ver se ele tem capacidade para compor o elenco do Botafogo. Se jogar um pouquinho do que o pai jogou, já está aprovado. Se não for, já falei para o Casão 'ó, melhor ele ir estudar, trabalhar, não vai ter jeito' - disse o treinador.
Já com o uniforme do Botafogo, Ugo fez seu primeiro treino na tarde desta quarta-feira, no CT Manoel Leão, em Ribeirão Preto. Com uma fisionomia bastante séria, o jogador preferiu não conceder entrevistas aos jornalistas e, por meio da assessoria de imprensa do clube, pediu desculpas, alegando que prefere manter o foco e não falar neste momento.
Durante o treinamento, Veiga comentou sobre a movimentação do atleta que, segundo ele, é parecida com a do pai.
- Ele tem, basicamente, as mesmas características do pai. É um atacante de referência, que gosta de jogar dentro da área e tem um bom porte físico. Vamos ver se a gente consegue aproveitar o que ele tem a oferecer nesses dias e tentar qualificá-lo da melhor maneira possível. Quem sabe? Talvez ele possa nos ajudar - declarou Veiga.
Ídolos e amigos
Walter Casagrande nunca defendeu o Botafogo. Porém, a amizade do ex-camisa 9 com o ídolo botafoguense Sócrates pode ganhar um novo capítulo em 2013. Juntos, eles lideraram a 'Democracia corintiana' e revolucionaram as regras e a hierarquia impostas pelo clube de Parque São Jorge. Três dias após a morte do amigo, ocorrida no dia 4 de dezembro do ano passado, Casagrande tentou explicar o tamanho da dor que ele estava sentindo naquele momento.
- É uma situação esquisita para mim. A ficha começou a cair sobre a importância dos dois juntos com a morte dele, quando todo mundo começou a me procurar. Um jornalista falou para mim que não dava para falar de Sócrates sem Casagrande. E me deu um vazio muito grande. A sensação que eu tenho é que metade da minha história foi embora. Muita coisa que eu fiz na minha vida social e como jogador profissional foi embora - disse o ex-jogador, recentemente, durante o programa Arena SporTV.
Fonte: Globo Esporte

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