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07 novembro 2012

Com centroavante ou não? Pontos fortes e fracos do Timão com Guerrero

Guerrero pode ser a referência do ataque do Timão no Mundial
Crédito da imagem: Alan Morici / Agência O Dia
Uma dúvida atormenta o técnico Tite. Como armar o ataque corintiano no Mundial de Clubes? Quis o destino que o treinador tivesse a oportunidade de utilizar as duas formações possíveis nos dois primeiros jogos de preparação. Contra o Vasco, o Timão entrou em campo com Guerrero, o homem fixo na área. Diante do Atlético-GO, o peruano estava suspenso e o comandante escalou uma equipe com três atacantes de movimentação. O que mudou? O que melhorou? Analisando os números das partidas friamente - logicamente é preciso levar em consideração o nível dos adversários -, com Guerrero o time finaliza mais e, sem ele, a equipe tem mais posse de bola.

'É muito cedo para analisarmos, vamos esperar os próximos jogos. Acredito que vamos levar essa dúvida até o fim. E consiste não só na presença do Guerrero, mas também se teremos dois meias (Danilo e Douglas) ou só um em campo', explicou Cleber Xavier, auxiliar técnico do Corinthians.

O levantamento aponta uma maior troca de passe sem o centroavante (390 a 246), o que proporcionou 59% de posse de bola durante o jogo, superior aos 51% da partida com o Vasco. Os passes mais curtos dão espaço para lançamentos quando Guerrero está em campo. Sem ele, o time lançou 33 bolas, 13 a menos do que quando o peruano está na frente.

O lado positivo para o esquema com um homem de área é a objetividade do time. São 15 finalizações contra 11. Um dado curioso é que o time não insiste nos cruzamentos para Guerrero. O número é mais baixo do que sem ele (13 a 19).Dois fundamentos permanecem parecidos. A equipe driblou e desarmou da mesma maneira nas duas partidas. O número de faltas variou, muito mais pelo nervosismo da partida do que pela mudança de esquema tático do ataque. Pelo Vasco atacar mais que o Atlético-GO, a defesa precisou afastá-la mais que o dobro.

'A grande diferença é ter um pivô para segurar a bola para alguém chegar de trás finalizando. Mas esse não vai ser o único quesito para escalar. O importante é que as duas estão funcionando', afirmou Xavier.

Fonte: Marca Brasil

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