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23 novembro 2012

Abatido, Alessandro promete foco em clássico: 'Vamos erguer a cabeça'

Alessandro - Corinthians (Foto: Miguel Schincariol)A preparação do Corinthians para o clássico diante do Santos, neste sábado, no Pacaembu, é atípica. Os jogadores tiveram um baque com o falecimento na noite da última quarta-feira de Gilvan dos Santos, que foi segurança do clube por mais de 20 anos. Quase todos apareceram no velório na manhã desta quinta e o rachão tradicional, que ocorre dois dias antes dos duelos, foi cancelado no treino da tarde.

O lateral-direito Alessandro ressaltou que ninguém tinha cabeça para treinar. Os jogadores apenas correram em volta do gramado. O capitão prometeu que o grupo vai levantar a cabeça e fazer um bom clássico diante do Peixe, seguindo a preparação para o Mundial de Clubes da Fifa.

- Vamos sempre buscar a vitória, mas sábado tem um algo a mais. Temos o sentimento de amizade, companheirismo, mas hoje (quinta) ficam poucas palavras. O sentimento é de tristeza por perder uma grande pessoa - disse o camisa 2, em entrevista coletiva no CT Joaquim Grava.

O clube ainda não confirma, mas a tendência é que os jogadores entrem em campo de luto e façam um minuto de silêncio em homenagem ao ex-funcionário.


- A gente tem de buscar forças para uma melhora, um resultado positivo, para uma homenagem. Hoje o sentimento é de tristeza, amanhã a gente ergue a cabeça para retomar o trabalho e buscar a vitória no sábado. Nós temos um grupo, uma estrutura toda aqui no CT que não envolve só os atletas, mas envolve diretoria, comissão técnica, departamento médico. A gente está acostumado a conviver e a encarar momentos como este. Amanhã (sexta-feira) é um novo dia, a gente de alguma forma tem de retomar os trabalhos. Agora não, agora o momento é de poucas palavras, pouco trabalho, mas amanhã vamos retomar - ressaltou Alessandro.

O jogador ainda se assustou com a situação que, segundo ele, foi repetina e pegou todo mundo de surpresa.

- Parece ontem que ele estava viajando com a gente. A última viagem foi para Brasília (o jogo, na verdade, foi em Taguatinga-DF), contra o Atlético-GO. A gente estava brincando no hotel e hoje não temos mais ele. Muita gente compareceu ao velório para se despedir dele, estava complicado lá. Não tínhamos cabeça para fazer um rachão, um treino mais descontraído. A gente fez um treino diferente para orar pela família dele e desejar o melhor para todos - concluiu.

Fonte: Lancenet








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