| Crédito da imagem: Yusuke Nakayama, vice-cônsul do Japão |
Pensando em facilitar a vida dos alvinegros, a reportagem do Lancenet! aproveitou a ida ao Consulado Geral do Japão em São Paulo (leia abaixo) para obter dicas de como não pisar na bola ?' a estreia do Timão será no dia 12, na cidade de Nagoya, contra adversário a ser definido (Al Ahly, do Egito, ou Espérance, da Nigéria, contra o campeão japonês ou o Auckland City, da Nova Zelândia).
A colaboração partiu de Izumi Nishiyama, assessora cultural, e do vice-cônsul em São Paulo, Yusuke Nakayama. Representantes japoneses, eles explicaram que determinadas situações, comuns no Brasil, são vistas de maneira negativa, desde a proibição do uso de celular nos trens, até a importância do lixo reciclável.
?' O povo japonês dá muito valor ao silêncio e a paz ?' diz Nakayama.
Apesar das restrições, ambos acreditam que as visitas de torcedores brasileiros ao Japão em anos anteriores colaboram para que os japoneses relevem determinadas situações que não são de costume local. A Copa do Mundo de 2002, que foi disputada na Ásia, também serviu de aprendizado. Na ocasião, a Seleção Brasileira chegou à decisão na cidade de Yokohama, no mesmo estádio onde o Corinthians poderá fazer a final do Mundial de Clubes, no dia 16.
?' Estamos preparados para atendê-los, mas pedimos que os pedidos de visto sejam realizados o quanto antes. Quanto maior a antecedência, melhor será ?' diz o vice-consul.
A expectativa dos dirigentes do Corinthians é que cerca de dez mil loucos acompanhem a equipe no Mundial ?' o consulado evitou passar o número de visto já liberados.
Fiel que vai ao Japão, o recado é claro: dentro do estádio, torça como está acostumado a fazer no Pacaembu. Fora dele, vibre com moderação!
Corintianos em peso no Consulado
A quantidade de torcedores do Corinthians no Consulado Geral do Japão em São Paulo é cada dia maior com a chegada do mês de dezembro. De acordo com os funcionários ouvidos pela reportagem do LANCE!, cerca de 70% do atual movimento no local são de corintianos em busca de autorização para entrar no país e acompanhar o Mundial de Clubes a partir do dia 9, data da estreia da equipe de Tite.
No dia em que o repórter do L! levou a documentação necessária ao Consulado, cerca de 20 das 25 pessoas que estavam na fila eram corintianos que visitarão o Japão para acompanhar o time de coração. Cinco dias depois, na retirada do passaporte, o panorama não foi diferente. Das 20 pessoas que estavam no local, cerca de 15 eram torcedores alvinegros aguardando a autorização.
Apesar da presença maciça de torcedores, o andamento do Consulado Geral do Japão está em ordem. As visitas demoram cerca de 40 minutos e o passaporte devidamente carimbado é devolvido em até cinco dias.
O endereço é o seguinte: Avenida Paulista, 854. Maiores informações: (11) 3254-0110.
Documentação para tirar o visto japonês
1. Passaporte (Validade seis meses)
2. Formulário que é retirado no site preenchido e assinado
(sp.br.emb-japan.go.jp/pdf/form_visto.pdf)
3. 1 foto 3x4 recente
4. Imposto de Renda (xerox)
5. Passagem ida e volta (xerox)
6. Xerox do Registro Geral (RG)
7. Carteira profissional ou últimos três holerites (xerox)
8. Roteiro completo dentro do Japão
9. Extrato de Conta Corrente e/ou investimento dos últimos três meses
10. Pagamento de R$ 61 na retirada
Dicas para a Fiel no Japão:
Barulho em trens e nas ruas
De acordo com o vice-cônsul do Japão em São Paulo, Yusuke Nakayama, respeitar o silêncio é sagrado no país. Dentro dos trens não se pode usar celular nem cantar, como ocorre no Brasil. Fazer baderna na rua também é visto de maneira ruim. Usar o celular dentro das estações de metrô e trem, aí sim, é liberado.
Papel higiênico nos banheiros
Não há cestinho nos banheiros do Japão para evitar a utilização de sacolinhas plásticas. Lá, o papel higiênico é jogado dentro da própria privada, já que o sistema de saneamento ambiental foi desenvolvido para aceitar esse tipo de objeto.
É proibido fumar
Na região central de Tóquio, onde a maioria dos torcedores passará os dias sem jogo, há uma restrição quanto ao uso do cigarro. Existem áreas específicas para isso. De acordo com Nakayama, vice-cõnsul, não seria de espantar se um japonês pedisse para um fumante apagar o cigarro.
Dinheiro na mão
Não são todos os lugares que aceitam cartão de crédito. Pequenos estabelecimentos costumam não trabalharem com máquinas. Por isso, a dica é sempre ter dinheiro (Iene) para as compras de necessidades básicas, como comida, refrigerante ou utilização de internet (lan house). Cem reais, por exemplo, equivale a 3906.25 iens pela cotação de ontem.
Identificação nas ruas
Pela dificuldade do idioma, outra dica é que todos os torcedores que estiverem no Japão tenham em mãos o endereço e o nome do hotel onde estão hospedados. Aqueles cartões que costumam ficar nas recepções dos hoteis viram um importante aliado nas ruas. Outra dica é a importãncia de ter o passaporte em mãos, sem deixá-lo no quarto.
Temperatura baixa
Esqueça aquela regata da sua torcida organizada predileta ou chinelão. A temperatura no Japão no mês de dezembro é baixíssima, com cerca de 10°C durante o dia e cerca de 4°C durante a noite. Por isso, a dica é que os torcedores do Timão bastante calças de agasalho, blusas, além de cachecol e gorro. Serão importantes por lá.
Lixo nas ruas
Aqui no Brasil jogar lixo no chão é considerado um ato ruim e mal educado. No Japão, isso é visto de maneira ainda pior. Isso é tão importante no Japão que a maioria é lixeira colorida, com padrão internacional de cor, para facilitar a coleta seletiva: Azul (papel/papelão), Vermelho (Plástico), Verde (Vidro), Amarelo (Metal), etc...
Fonte: Lancenet

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