| Crédito da imagem: Daniel Augusto Jr / Ag. Corinthians |
O treinador não confirma a escalação ideal, mas sempre deu a entender que gostaria de fazer o Timão jogar com um centroavante novamente. Guerrero é o único com essas características no elenco e larga na frente também pela experiência internacional após dez anos na Alemanha. Sheik é quase um intocável depois de ser fundamental na campanha do título da Libertadores, marcando um gol nas semifinais, diante do Santos, e outros dois na final, contra o Boca Juniors, da Argentina.
O problema está em colocá-los em ação juntos. O peruano foi contratado logo após o torneio sul-americano e estreou no dia 25 de julho, contra o Cruzeiro, no Pacaembu, entrando justamente no lugar de Emerson. Depois disso, quando um atuou, o outro se ausentou. Melhor para Romarinho, que passou a jogar frequentemente, ganhou espaço e colocou uma dúvida na cabeça do treinador.
Badalado por ter sido o artilheiro da última Copa América, Guerrero teve problemas para engatar uma sequência de partidas. Ídolo e referência na seleção peruana, o grandalhão foi convocado seguidas vezes para atuar nas eliminatórias para a Copa do Mundo de 2014 e desfalcou o Timão. De quebra, ainda sofreu lesões nos dois tornozelos. Foram dez partidas e dois gols.
A frequência de Emerson em campo após a Libertadores foi idêntica. O atacante só foi em escalado em dez das 26 partidas possíveis. Antes de ser suspenso por cinco partidas pelo STJD por ofender o árbitro Péricles Bassols, teve uma lesão no tornozelo esquerdo. Na semana passada, diante da Portuguesa, sofreu um problema no joelho direito e deve precisar de mais duas semanas para se recuperar.
O período de recuperação, aliás, só atrapalhará as tentativas de Tite. Sheik deve atuar novamente no dia 4 de novembro, contra o Atlético-GO, no Serra Dourada. Assim, restarão apenas cinco partidas para o treinador encontrar a formação ideal. Sem ele, Romarinho continuará na vaga aberto pelo lado esquerdo na linha de três entre o meio o ataque, com Douglas e Danilo - Guerrero fica mais avançado.
- A equipe vai se mostrar em campo. São pequenos ajustes. A formação está montada (no esquema) 4-2-3-1, que pode variar para o 4-1-4-1. Pode ser com dois meias ou dois jogadores de velocidade ou um pivô... - desconversou o comandante.
Opções não faltam para Tite no setor ofensivo. Além de Emerson, Guerrero e Romarinho, ele conta com Martinez, outro reforço pós-Libertadores, e Jorge Henrique, decisivo no torneio sul-americano, mas que perdeu um longo período no segundo semestre em virtude de lesões.
Fonte: Globo Esporte

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