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12 outubro 2012

Empréstimo do BNDES para Arena Corinthians ainda segue sem solução

Arena Corinthians será palco da abertura da Copa do Mundo de 2014A obra da Arena Corinthians, em Itaquera, corre o risco de ser paralisada. Tudo porque o empréstimo já aprovado de R$ 400 milhões do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) ainda não foi liberado e a Odebrecht, construtora responsável pelo estádio, pressiona nos bastidores sob alegação de que está ficando sem dinheiro para tocar a obra.

A construção já consumiu cerca de R$ 372 milhões, sendo R$ 150 milhões oriundos de empréstimos-ponte do Banco do Brasil, R$ 100 milhões do Banco Santander, e o restante (R$ 122 milhões) dos cofres da própria Odebrecht. O alvo da construtora é o Governo Federal, além do BNDES, responsável pela liberação do empréstimo, equivalente a 46% do investimento total (que é de R$ 820 milhões).

Pelo acordo imposto pelo BNDES, a operação de empréstimo é indireta, sendo intermediada pelo Banco do Brasil. O crédito será repassado à Sociedade de Propósito Específico (SPE) Arena Itaquera S.A., formada por Jequitibá Patrimonial S.A. e Odebrecht Participações e Investimentos S.A..

E é aí que está o impasse...

O Banco do Brasil, responsável por repassar o dinheiro ao fundo e depois fazer os pagamentos ao BNDES, cobra garantias para liberar os recursos. De acordo com a coluna 'Radar'? da Revista Veja, o ex-presidente Lula articula reuniões com Emilio Odebrecht, presidente da construtora, e os presidentes do Banco do Brasil, Aldemir Bendine; do BNDES, Luciano Coutinho; e do Corinthians, Mário Gobbi Filho, para colocar fim ao impasse.

As condições do empréstimo são as mesmas do programa Pró-Copa, que financia os estádios para o Mundial de 2014: três anos de carência e a partir dali, mais 11 anos para pagar. Grande parte da verba será usada para pagar os empréstimos-ponte. O clube terá até 2026 para quitar a dívida com o BNDES.

Outros estádios já receberam financiamento do BNDES por conta da Copa de 2014. Mineirão, de Belo Horizonte (R$ 400 milhões); Arena Pantanal, de Cuiabá (R$ 393 milhões); Castelão, de Fortaleza (R$ 351,5 milhões); Arena Amazônia, de Manaus (R$ 400 milhões); Arena das Dunas, de Natal (R$ 396,5 milhões); Fonte Nova, de Salvador (R$ 323,7 milhões); Arena Pernambuco, de Recife (R$ 400 milhões); e o Maracanã, do Rio de Janeiro (R$ 400 milhões) também já foram agraciados.

Para fechar o orçamento do estádio, o Corinthians terá ainda que vender os títulos de incentivo fiscal (CIDs) no valor de R$ 420 milhões cedidos pela prefeitura de São Paulo há um ano.

Arena Corinthians será palco da abertura da Copa do Mundo de 2014
Crédito da imagem: Divulgação/CDC Anibal
Fonte: Lancenet

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