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Creio que me sentirei ainda mais tranquilo quando arrumar uma casa. Sigo
dormindo no hotel, mas não gosto. Quero uma casa para me concentrar
apenas no futebol. Nos próximos dias, quero encontrar algo confortável.
Eu me sinto bem fora de campo, São Paulo é uma cidade grande e linda,
com muitos restaurantes e estou me adaptando bem - disse o jogador.
Esta
é realmente a última barreira do peruano. Nem mesmo o idioma é
problema. Ele já demonstrou que consegue falar o português e foi bem
recebido pelo grupo. Os jogadores do Corinthians, até, já o tornaram
alvo de piadas por conta do estilo do cabelo.
- Trato de estar
bem, concentrado no futebol. Meu estilo é normal. Vivi dez anos na
Europa e vivi normal lá. Aqui na América do Sul não será diferente.
Tenho coragem (de cortar o cabelo), mas quero ficar como eu gosto. Meus
companheiros me falam todos os dias para cortar - comentou, aos risos.
O atacante já entrou em campo duas vezes pelo Corinthians
desde que chegou. Na vitória contra o Cruzeiro, em sua estreia, ele
atuou por apenas sete minutos. Já no empate contra o Bahia, ele jogou 30
minutos.
Mesmo com pouco tempo, o peruano já percebeu as
diferenças entre o tipo de jogo do Brasil e o que ele jogava na
Alemanha. Antes de se transferir para o Corinthians ele jogava no
Hamburgo.
- Há muita diferença. O futebol brasileiro é mais
técnico, mais lento. Na Europa, é mais contato físico, a todo momento se
vai para cima. Aqui é mais ousado, mais técnico. O sul-americano, de
uma maneira geral, é assim. Eu gosto mais. Se tem mais tempo de rodar a
bola e ir para cima, na Europa não é assim.
Crédito da imagem: Sergio Gandolphi / Globoesporte.com
Fonte: Globo Esporte

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