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25 agosto 2012

Após críticas, Tite pesquisa e vira porta-voz na defesa de árbitros

O técnico Tite reclamou e gritou contra o erro do assistente Emerson Augusto de Carvalho ao validar o segundo gol do Santos no clássico da rodada passada. Porém, cinco dias depois do jogo na Vila Belmiro, o treinador do Corinthians adotou um discurso bem diferente em relação à arbitragem e revelou que pesquisou profundamente as condições de trabalho dos envolvidos.

'Quero ser solidário e poder participar de alguma forma. Espero ser porta-voz para melhorar as condições, precisamos fazer isso de alguma forma. É impossível os profissionais ficarem à mercê de serem escalados por 30 dias para sustentar a família ou ficarem 30 dias fora dos jogos. Não dá para ter uma série de empregos particulares e se recuperar para a partida', argumentou.

Emerson Augusto de Carvalho foi afastado dos jogos da Série A do Brasileiro, mas, como não sofreu sanção da Conmebol, trabalhou no duelo entre Coritiba e Grêmio, pela Sul-americana, quando validou um gol legal do clube gaúcho e gerou a revolta dos paranaenses.

'O Emerson teve uma falha (contra o Corinthians) e sabia que seria prejudicado. Mas, no jogo seguinte, teve uma decisão fundamental aos 46 minutos, independentemente de o Coritiba merecer passar ou não. Se ele não tivesse acertado, tiraria o Grêmio da competição', ponderou.

No Brasil, os árbitros recebem por partida apitada, sendo que os detentores do escudo da Fifa ganham um valor maior. Tite ainda se incomoda por ver as falhas na aplicação da regra sendo apontadas como um atrativo a mais do futebol. 'Existe muita baixaria. Tem de parar a palhaçada de pensar em outra situação que não seja a lei do jogo e depois ficar ameaçando quando o cara erra', afirmou o corintiano, para completar.

'Sou a favor do recurso tecnológico'.
O técnico explicou que decidiu pesquisar melhor as condições depois do clássico de domingo. Desde então, Tite se informou até sobre os reajustes que os árbitros receberam nas temporadas passadas.

'São oito anos com menos de 15% de aumento nos vencimentos. Quando são julgados, eles têm de pagar passagem e advogado do bolso para se defenderem. Não quero nenhum benefício e fiquei muito chateado com o último jogo, mas quero enxergar as coisas serem melhoradas', acrescentou.

Nesta semana, em meio às críticas à arbitragem, o presidente da CBF, José Maria Marin, anunciou a saída de Sérgio Corrêa do comando da Comissão Nacional de Arbitragem, colocando Aristeu Leonardo Tavares no posto. Mas Tite explica que o futebol brasileiro precisa de uma reestruturação no setor.

'Mais do que qualquer mudança em termos de nomes, deem condições para a arbitragem fazer um trabalho melhor, porque também são seres humanos. O cara fica chateado, mas sei que cada um quer trabalhar no fim de semana e ter seu desempenho reconhecido', completou.

Fonte: Gazeta Esportiva

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