O peruano Paolo Guerrero
disputou apenas dois jogos pelo Corinthians e ficou em campo cerca de
35 minutos. O atacante ainda busca seu espaço na equipe do técnico Tite
e fora dos gramados quase não tem mais obstáculos para se adaptar à
cidade de São Paulo. Porém, faltou achar uma moradia, pois ainda mora em
hotel alugado pelo clube.
'Creio que me
sentirei ainda mais tranquilo quando arrumar uma casa. Sigo dormindo no
hotel, mas não gosto. Quero uma casa para me concentrar apenas no
futebol. Nos próximos dias, quero encontrar algo confortável. Me sinto
bem fora de campo, São Paulo é uma cidade grande e linda, com muitos
restaurantes e estou me adaptando bem', afirmou o jogador, que concedeu
entrevista na manhã desta quarta-feira.
Nem mesmo o idioma diferente atrapalha o camisa 9 do Corinthians. Guerrero
declarou que consegue se comunicar em português com seus companheiros
no dia a dia. Questionado sobre o porquê não tem a mesma desenvoltura
nas entrevistas, o peruano levou no bom humor.
'Eu falo português
com meus companheiros (risos). Sou um pouco tímido para falar com a
imprensa, mas eu falo sim. Entendo tudo o que me falam também. Em pouco
tempo vou aprender mais falando com eles', lembrou o jogador, que foi
convocado para a seleção do seu país.
A harmonia no CT do Corinthians, de acordo com Guerrero, é a melhor possível. O lateral esquerdo Fábio Santos
afirmou na última terça-feira que há uma campanha interna para que o
novo companheiro corte o cabelo, considerado extravagante. O peruano
rechaça a alcunha de 'fashion' devido ao estilo diferenciado.
'Não tenho (estilo fashion), não. Jogo futebol. Trato de
estar bem, concentrado no futebol. Meu estilo é normal. Vivi dez anos na
Europa e vivi normal lá. Aqui na América do Sul não será diferente.
Tenho coragem (de cortar o cabelo), mas quero ficar como eu gosto. Meus
companheiros me falam todos os dias para cortar (risos)', lembrou.
O
local de treinamento usado pelos jogadores do Corinthians ajuda na
adaptação do centroavante, que elogiou a estrutura do clube. 'Minhas
referências eram muito boas, de um grupo humano muito bom e um grande
treinador. O Corinthians está conseguindo muitas coisas
internacionalmente. O clube tem uma estrutura incrível, de primeira. Na
Europa, muitos clubes não tem algo parecido', disse Guerrero, que falou sobre a diferença do futebol brasileiro e o futebol alemão, onde passou quase dez anos.
'Há
muita diferença. O futebol brasileiro é mais técnico, mais lento. Na
Europa é mais contato físico, a todo momento se vai para cima. Aqui é
mais ousado, mais técnico. O sul-americano, de uma maneira geral, é
assim. Eu gosto mais. Se tem mais tempo de rodar a bola e ir para cima,
na Europa não é assim', finalizou.
Crédito da imagem: Tom Dib/Agência Lance
Fonte: Terra

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