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01 agosto 2012

Adaptado ao Corinthians, Guerrero procura nova moradia em São Paulo


O peruano Paolo Guerrero disputou apenas dois jogos pelo Corinthians e ficou em campo cerca de 35 minutos. O atacante ainda busca seu espaço na equipe do técnico Tite e fora dos gramados quase não tem mais obstáculos para se adaptar à cidade de São Paulo. Porém, faltou achar uma moradia, pois ainda mora em hotel alugado pelo clube.

Guerrero sofre pressão dos companheiros para mudar o corte de cabelo
'Creio que me sentirei ainda mais tranquilo quando arrumar uma casa. Sigo dormindo no hotel, mas não gosto. Quero uma casa para me concentrar apenas no futebol. Nos próximos dias, quero encontrar algo confortável. Me sinto bem fora de campo, São Paulo é uma cidade grande e linda, com muitos restaurantes e estou me adaptando bem', afirmou o jogador, que concedeu entrevista na manhã desta quarta-feira.

Nem mesmo o idioma diferente atrapalha o camisa 9 do Corinthians. Guerrero declarou que consegue se comunicar em português com seus companheiros no dia a dia. Questionado sobre o porquê não tem a mesma desenvoltura nas entrevistas, o peruano levou no bom humor.

'Eu falo português com meus companheiros (risos). Sou um pouco tímido para falar com a imprensa, mas eu falo sim. Entendo tudo o que me falam também. Em pouco tempo vou aprender mais falando com eles', lembrou o jogador, que foi convocado para a seleção do seu país.

A harmonia no CT do Corinthians, de acordo com Guerrero, é a melhor possível. O lateral esquerdo Fábio Santos afirmou na última terça-feira que há uma campanha interna para que o novo companheiro corte o cabelo, considerado extravagante. O peruano rechaça a alcunha de 'fashion' devido ao estilo diferenciado.

'Não tenho (estilo fashion), não. Jogo futebol. Trato de estar bem, concentrado no futebol. Meu estilo é normal. Vivi dez anos na Europa e vivi normal lá. Aqui na América do Sul não será diferente. Tenho coragem (de cortar o cabelo), mas quero ficar como eu gosto. Meus companheiros me falam todos os dias para cortar (risos)', lembrou.

O local de treinamento usado pelos jogadores do Corinthians ajuda na adaptação do centroavante, que elogiou a estrutura do clube. 'Minhas referências eram muito boas, de um grupo humano muito bom e um grande treinador. O Corinthians está conseguindo muitas coisas internacionalmente. O clube tem uma estrutura incrível, de primeira. Na Europa, muitos clubes não tem algo parecido', disse Guerrero, que falou sobre a diferença do futebol brasileiro e o futebol alemão, onde passou quase dez anos.

'Há muita diferença. O futebol brasileiro é mais técnico, mais lento. Na Europa é mais contato físico, a todo momento se vai para cima. Aqui é mais ousado, mais técnico. O sul-americano, de uma maneira geral, é assim. Eu gosto mais. Se tem mais tempo de rodar a bola e ir para cima, na Europa não é assim', finalizou.

Crédito da imagem: Tom Dib/Agência Lance
Fonte: Terra

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