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01 julho 2012

Corintianos são maioria em escola oficial do Boca Juniors em São Paulo

Torcedores de clubes rivais jogam juntos na escolinha de futebol do Boca Juniors 

Na última quinta-feira, a aula da escola oficial do Boca Juniors no Jaguaré, em São Paulo, teve de aceitar um uniforme diferente. Normalmente, os jogadores vão para as aulas com as camisetas azuis e amarelas características do time argentino. Mas, um dia depois do empate em 1 a 1 na Bombonera, o branco corintiano invadiu os campinhos.

“Quando saiu o gol do Boca, eu tinha certeza que não dava mais. Mas quando o Tito colocou o Romarinho, eu voltei a acreditar”, contou Arthur Chvojka Baldin, de 12 anos. Ele começou o treino com uma camiseta de goleiro do Corinthians e só colocou o uniforme do Boca após o primeiro intervalo. Outros alunos continuaram com suas camisetas do Corinthians durante toda a aula.

Um deles fugia à regra. Henrique de Oliveira Machado, de 11 anos, estava com uma camiseta verde-limão do Palmeiras. “O Romarinho é muito bom e o Boca bobeou. Mas ainda pode ser campeão. Eu estou torcendo”, falou o palmeirense.

Segundo o coordenador da Escola de Futebol do Boca, montada na unidade do Jaguaré da academia Vibe, a ligação com o clube argentino ajuda essa mescla de torcedores. “Eu já trabalhei em uma escolinha do Corinthians. Lá, os mais novos aceitavam usar a camiseta do Corinthians. Mas quem era mais velho e torcia para outro time, desistia. Com o Boca Juniors, isso não existe. É uma bandeira neutra”, explicou André Cordeiro, que deu uma das aulas de quinta-feira.

Além disso, a marca vencedora do clube argentino vem fazendo bem aos negócios. Quando a academia ganhou o selo oficial do Boca, tinha apenas três alunos. Hoje, após seis meses, já são 59. E o número deve aumentar. “Com o Boca na final da Libertadores, o número de alunos aumentou. Cinco crianças chegaram desde o domingo”.

Um exemplo do sucesso é a garotinha Isabelle, de 9 anos. Irmã do corintiano Arthur, ela não gosta de assistir futebol na televisão. “Mas jogar é legal. Gosto muito das aulas”, disse a garota, a única menina da escola. “Um amigo do Arthur fazia aula e ele veio fazer um teste. A Isabelle veio junto e gostou bastante”, explicou a mãe dos dois, Karen.

Para comemorar a final da Libertadores, a Escola do Boca já tem uma festa programada: os alunos foram convidados para um churrasco, para acompanhar o segundo jogo da decisão contra o Corinthians, na próxima quarta-feira.



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