São Paulo - A pérola tão sonhada por Tite foi conquistada: a taça
da Libertadores. “Sonhava com essa taça e consegui.” Com ela, a
carreira agora ganha novo patamar e o técnico atinge um status que pode
lhe fazer sonhar com a seleção brasileira.
Em 2010, Tite abriu mão de disputar o Mundial pelo Al-Wahda. Foto: Alan Morici / Agência O Dia
“Do meu conhecimento é da minha busca, eu digo que o título
chancela”, garantiu o comandante, que, porém, recusaria um eventual
convite para dirigir o Brasil em caso de fracasso do Mano Menezes na Olimpíada de Londres.
“A seleção brasileira está muito bem servida e minha história
dentro do Corinthians mostra que se faz um trabalho com início, meio e
fim, é assim que se constrói trabalho. Se fossem avaliar meu trabalho de
forma intempestiva, teria sido parado antes dessa Libertadores, eu não
estaria aqui hoje. O Corinthians empresta essa lição à Seleção: dê tempo
ao treinador para montar uma equipe forte.”
A vontade de Tite chegar à Seleção fica para depois, mas outra,
porém, já é está perto de acontecer. E não sai da cabeça do treinador: o
título do Mundial de clubes da Fifa no fim do ano. “Procurei tanto essa
Libertadores, agora começo a viajar e a viagem é o Mundial”, disse o
técnico corintiano, que, aos poucos, está tomando a ciência do que o
título da Libertadores significa para o Corinthians e seu torcedor. Em
2010, Tite abriu mão de disputar o torneio interclubes pelo Al-Wahda,
dos Emirados Árabes Unidos, para regressar ao Timão.
“A ficha caiu aos poucos, na conversa com meu filho, filha, esposa,
cunhada. Ganhar a Libertadores invicto não é fácil. Não são seis ou sete
jogos, são 14, é muito, com um nível de enfrentamento alto”, concluiu.

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