Diferentemente de outros anos, nos quais sempre trouxe ao menos um
jogador importante, até agora o clube acertou apenas com apostas para o
segundo semestre, casos de Adílson (atacante do XV de Piracicaba),
Guilherme (lateral-direito/volante da Ponte Preta) e Romarinho
(meia-atacante do Bragantino).
Além da busca por jovens de potencial no interior do Estado, o clube
também faz um tour pelo mercado sul-americano, já que o Real ainda
está mais valorizado que a moeda dos países vizinhos na captura de
jogadores desconhecidos, mas que podem dar conta do recado.
"A realidade (financeira) é a mesma, nunca estivemos numa situação
diferente da que estamos hoje, apenas a precaução é menor", garante o
diretor de futebol Roberto de Andrade. "É muito fácil falar que paga R$ 2
milhões, R$ 500 mil, R$ 600 mil por mês... Se a gente traz um jogador
ganhando 2 xis e depois busca outro do mesmo nível por 3 xis, sobe o
patamar. E estamos querendo baixá-lo, pois a coisa está extrapolando",
enfatiza.
Com folha de pagamento de quase R$ 7 milhões, ainda sem um
patrocínio master e vendendo pouco, o Corinthians se conscientizou de
que precisa reduzir os gastos com futebol. "Precisamos por um pouco o
pé no chão, fazer a realidade do País e não a do Corinthians. Temos de
dançar conforme a música", disse Andrade.
Para baixar sua folha, porém, o Corinthians não vai diminuir o
salário dos jogadores. Apenas trará gente ganhando menos. O clube já
sofreu com nomes como os de Souza (R$ 175 mil mensais) e de Vitor
Júnior (ganhava R$ 180 mil mensais), que não vingaram e foram bem
remunerados. "O que está assinado, vamos ter de honrar, o que pode é no
futuro reduzir o número salarial, essa é a ideia", completou o diretor
corintiano.

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