Antes da partida contra o Figueirense pelo Brasileirão, Mário
Gobbi fez uma palestra rápida, mas acalorada para os jogadores do
Corinthians. O presidente se desculpou com o elenco por ter atrasado a
premiação pelo título Brasileiro em seis meses.
Os jogadores foram elogiados pelo empenho durante o período e por
terem esperado sem reclamar do atraso, que segundo o clube ocorreu
porque o Clube dos 13 não premiou o campeão. A entidade alega que a
premiação foi suspensa pela comissão que auditou as suas contas. No
final, o Corinthians usou o dinheiro da renovação do contrato de
exploração de suas lojas para quitar o débito.
Gobbi também disse em seu discurso que a atual administração é uma
continuação da gestão anterior, comandada por Andrés Sanchez. E que
todos pediam desculparas. Afirmou que nos momentos de pressão é preciso
união entre dirigentes e elenco.
À essa altura, os estafes do atual presidente e do anterior já se
estranhavam no Parque São Jorge. E Gobbi tentava conter a briga
política.
No final, o presidente ainda procurou motivar o time na base do
“estamos juntos.” Porém, a palestra teve ainda outra função, segundo
conselheiro ouvido pelo blog. Gobbi teria agido para blindar a equipe da
declaração feita por Luís Paulo Rosenberg. Na véspera do jogo com o
Figueira, o vice-presidente classificou o time de medíocre na já célebre
palestra que deu a estudantes.
Por esse relato, o presidente teria reforçado a sua confiança no
time. Ou seja, eles tinham a demonstração clara de que quem manda estava
com eles.
O Corinthians empatou a partida, mas, há quem diga no Parque São
Jorge que o discurso de Gobbi e a fala de Rosenberg motivaram a equipe,
que depois venceu o Santos na Vila Belmiro pela Libertadores.
Além de desejarem mostrar que não são medíocres, os atletas teriam se
unido ainda mais ao diretor de futebol Duílio Monteiro Alves, que
acabou sendo atingido por tabela, pois é um dos responsáveis pelo time. E
Duílio não gostou de Rosenberg ter se manifestado antes do jogo na Vila
para se defender, citando em sua resposta o vexame do Santos contra o
Barcelona e dizendo que o Corinthians tem uma Libertadores a ganhar.
A assessoria de imprensa do clube confirma que Gobbi conversou com os
atletas antes de enfrentar o Figueirense, mas nega que um dos objetivos
da reunião tenha sido blindar o grupo da fala de Rosenberg.

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