Há doze anos, o panorama corintiano era o mesmo antes da segunda partida
da semifinal da Libertadores. Decisão contra um clube brasileiro.
Vitória no primeiro jogo
por um gol de diferença. Corinthians com o título Brasileiro do ano
anterior no currículo. E o adversário era o detentor da taça do torneio
continental.
O duelo entre o Timão e Santos, quarta-feira, resgata o
clima que o próprio clube já viveu em 2000, quando disputou e foi
eliminado da fase prévia da final pelo Palmeiras. Os corintianos que
atuaram na fatídica partida passam dicas ao atual elenco para que erros
do passado não se repitam e prejudiquem, mais uma vez, o caminho do
clube ao topo da América.
“Esse time não pode achar que já está muito perto da classificação e ficar com muita confiança.
Fizemos isso em 2000”, contou o ex-atacante Luizão, que atuou nas duas
partidas contra o Palmeiras. A primeira, o Corinthians venceu por 4 a 3.
Na segunda, perdeu por 3 a 2 e foi eliminado nos pênaltis (5 a 4 para o
Alviverde).
“Aquele nosso time entrou como favorito. Esse não. Então,
entraram mais ligados e com os pés no chão. Eles têm mantido essa mesma
pegada desde o começo. Por isso, já estão de parabéns. Se entrarem com a
mesma vontade que estão apresentando, na quarta, estarão na final.
Não
pode pensar que já estão classificados ou com a confiança que podem
matar o jogo à qualquer momento. Esse era um defeito nosso. Pela
coletividade desse time, o Corinthians tem tudo para vencer”, prosseguiu
Luizão, maior artilheiro brasileiro em uma edição da Libertadores,
quando marcou 15 gols, justamente no torneio de 2000.
Outro ídolo corintiano que estava presente na eliminação
contra o Palmeiras, Vampeta enxerga o atual grupo com todas as
qualidades necessárias para eliminar o Santos e chegar à decisão do torneio.
“Esse grupo não tem soberba. Em 2000, o panorama era parecido com
esse, mas com situações diferentes. Naquele ano, nós jogávamos um
futebol mais plástico. Tínhamos vários craques, assim como o Palmeiras.
Esse time é melhor defensivamente e com mais vontade em todos os jogos.
Nós jogamos um futebol bonito, mas não ganhamos”, disse o ex-volante
corintiano, que mandou ainda um recado.
“Esse time está no caminho certo. Mas só não pode achar que a
vantagem de um gol é muita coisa, porque em 2000 também ganhamos de um
gol de diferença no primeiro jogo.”
Vampeta, Luizão, Marcelinho Carioca, Edu, e os demais que atuaram na
semifinal contra o Palmeiras, não conseguem mudar a história negativa de
2000. Apenas lamentar. E torcer para que, esse ano, as coisas sejam
diferentes.
Tite usa as lições do passado para deixar o grupo ciente que
não tem chance para o equívocos contra o Santos, na busca por uma vaga
na final da Libertadores. “Temos que olhar para o passado, e para todos
os erros, e aprender com eles”, disse Tite.
Fonte: Marca Brasil

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