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19 junho 2012

Corinthians joga por empate com Santos para chegar a final inédita

Pela segunda vez na história, o Corinthians tem chance de ir a uma final de Copa Libertadores. Fracassou em 2000, diante do Palmeiras, e desta vez depende de empate com o Santos depois de ter vencido o jogo de ida por 1 a 0, na Vila Belmiro. O jogo de volta será às 21h50 (de Brasília) desta quarta-feira, no Pacaembu.

A principal esperança do único time invicto na competição é sua forte defesa, a menos vazada até aqui, com dois gols sofridos – o último foi na penúltima rodada da fase de grupos, em jogo contra o Nacional-PAR. Se sua rede não for balançada de novo, a exemplo do que ocorreu nos últimos seis compromissos pelo torneio (cinco no mata-mata), a torcida finalmente poderá comemorar a inédita classificação.

Do poderio ofensivo não se pode dizer o mesmo. Não fossem os resultados elásticos sofre os fracos Deportivo Táchira-VEN (6 a 0) e Emelec-EQU (3 a 0), o Corinthians teria um dos ataques menos eficientes, com vitórias geralmente apertadas e três empates em branco. Mas, para o técnico Tite, o fundamental é o equilíbrio entre os dois setores da equipe.

"Vejo equilíbrio. Mais do que não sofrer gol, procuro ter como referência o saldo. Saldo mostra equilíbrio. O número que você faz menos o número que você toma. Isso, para mim, é a referência mais importante. Valorizo muito mais o saldo de gols da equipe do que propriamente o baixo número de gols sofridos", defende o treinador, que contaria com força máxima não fosse suspensão de Emerson. 

 
 
Corinthians, do zagueiro Leandro Castán, tenta impedir anseio do Santos, de Borges, que busca a vitória
 
O camisa 11 foi herói e vilão na Vila Belmiro, tendo marcado o único gol da partida e sendo expulso mais tarde. Por conta disso, cumprirá gancho automático. Quem assume seu lugar na ponta esquerda do ataque é Willian, o qual não tinha oportunidade como titular na Libertadores desde as oitavas de final, ocasião em que foi improvisado como pivô, contra o Emelec.

"Contra o Emelec, joguei em uma função diferente e não devo ter agradado porque não fiz gol, mas me movimentei super bem, brigando ali na frente. Meu porte físico não é tão privilegiado, mas em nenhum momento desisti das jogadas, sofri bastante falta. Infelizmente gol vale muito, e isso não aconteceu", recorda o camisa 7, vice-artilheiro da temporada, com cinco gols, um a menos do que Emerson.

Mesmo reconhecendo que deixaram a desejar na primeira partida, os jogadores do Santos seguem otimistas quanto a uma reviravolta fora de casa. "Por que não podemos ir lá e vencer? Temos chances. Vai ser um jogo muito mais difícil do que o primeiro, só que vamos estar mais preparados e 'mordidos' dessa vez. 

Sabemos que o conjunto deles é muito forte. O Corinthians possui uma equipe muito bem treinada, mas acredito que teremos mais espaços no Pacaembu. Precisamos ter calma. Só assim teremos plenas condições de reverter a vantagem deles", disse o volante Arouca.

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