Corinthians eliminou o Vasco com um gol aos 42min do segundo tempo marcado por Paulinho
Foto: Reuters
O Corinthians igualou 2000 e chegou pela segunda vez na
história a uma semifinal de Copa Libertadores com vitória por 1 a 0
sobre o Vasco no Estádio do Pacaembu, na quarta-feira. Naquela edição, o
time deixou a competição após ser derrotado pelo rival Palmeiras nas
cobranças de pênaltis depois de Marcos defender a última cobrança batida
por Marcelinho. O ex-camisa 7 alvinegro disse em entrevista exclusiva
ao Terra nesta quinta-feira que a equipe atual é inferior a que fez parte, mas que tem "sorte de campeão".
"Não adianta ter um time esplendoroso e não ter sorte de campeão. O time
de 1999 e 2000 é bem melhor. Este time está bem unido, aquele também
era. Mas infelizmente nos pênaltis não tivemos muita sorte. Desta vez
não. Primeiro o Diego Souza perde aquele gol e depois o Paulinho, que
não é um exímio cabeceador, faz o movimento para o chão perfeito. Sorte
de campeão e para deixar o bando de loucos mais louco ainda", afirmou
Marcelinho, lembrando da defesa de Cássio em finalização do vascaíno e
do gol do volante Paulinho no jogo de quarta-feira contra os vascaínos.
Se Paulinho foi o herói corintiano ao marcar o gol da classificação aos
42min do segundo tempo, o lateral direito Alessandro esteve perto de
sair do Pacaembu em baixa. No segundo tempo, o jogador tentou afastar a
bola e acertou um rival. Diego Souza avançou sozinho, finalizou no
canto, mas Cássio fez grande defesa. Vilão na eliminação de 2000,
Marcelinho lembrou dos momentos de apuros passados por ele e outros
atletas que falharam e causaram a eliminação da equipe na Libertadores.
"Você vê ele levantando a mão pedindo desculpes. Imagina o desespero
dele, se fizer o gol já era. Ia sair do Pacaembu como o Coelho saiu em
2006 no Pacaembu. Um vilão de novo. Já fui em 2000, o Roger em 2003",
disse Marcelinho.
Outro personagem da quarta-feira no Pacaembu foi o técnico Tite. Expulso
pelo árbitro gaúcho Leandro Vuaden por reclamar de uma falta, o
treinador assistiu à partida no meio da torcida corintiana e foi ao
delírio quando Paulinho fez o gol da vitória, comemorando de forma
exaltada, assim como os mais de 35 mil corintianos presentes no estádio.
Sem um grande craque, Marcelinho afirmou que o treinador é o símbolo
deste Corinthians, que se sagrou campeão brasileiro antes de chegar à
semifinal, da mesma forma que o time de 1999 e 2000.
"É o Corinthians do Tite. O Tite que tem o time na mão, o controle desta
galera. É o Tite que sabe dosar e blindar o elenco. Consegue ter a
hegemonia de todo o grupo e resultado. Falta um centroavante. O Liedson
está em má fase, mas ninguém esperava o Danilo jogar bem. O grupo está
fechado. Dentro de campo está muito coeso, sincronizado", disse o eterno
camisa 7 corintiano.
Para Marcelinho, Tite tem é parecido com Oswaldo de Oliveira, treinador
corintiano nas Libertadores de 1999 e 2000. Mesmo com o estilo sereno do
atual treinador do Botafogo, contra um agitado Tite, o ex-jogador
explicou que os dois técnicos são similares no trato com o elenco.
"Tivemos uma fatalidade em 2000 para não ganhar a Libertadores. Porque o
Oswaldo de Oliveira sempre teve o grupo na mão. O Tite ele faz isto com
os jogadores. Eles escutam o atleta. Um é mais emotivo, um é mais
durão, mas os dois se parecem".
"Ele está embasado, seguro, confiante. Ele dá nome aos atletas na
entrevista. Blinda e fala até coisa interna. Tem treinadores que você
percebe que ele tem que ser sacaneado. O Roger bateu aquele pênalti lá
em cima (em 2005). Será que ele fez de proposito? Um cara da qualidade
técnica não dá pra fazer o que ele fez. O Tite com uma entrevista desta
fortalece o grupo. Tem um grupo fechado", completou Marcelinho.

Nenhum comentário:
Postar um comentário
Mande seus comentários assim como as criticas também, mas as criticas construtivas. As sugestões e pedidos serão aceito com muito prazer. Os melhores comentários serão postados neste blogue. Assim como as criticas, sugestão e pedidos.