
O Corinthians está na semifinal da Libertadores da América, o que não
acontecia desde 2000. O Timão superou o Vasco por 1 a 0, nesta
quarta-feira, no Pacaembu, num triunfo com a cara da Fiel.
Apesar dos anticorintianos não gostarem da versão de que tudo é mais
difícil na vida do time do povo, a classificação veio, de novo, na base
do sofrimento. O gol da vitória saiu no finalzinho, após muito
nervosismo e tensão. E a vaga, como de costume, apresentou seus heróis e
vilões.
Se vai ser campeão não é possível cravar, mas que o Corinthians se
agiganta nesta reta final da Libertadores isso é fato. O Alvinegro somou
diante do Vasco seu décimo jogo na competição continental sem sentir
ainda gosto da derrota e com apenas dois gols sofridos.
Só para se ter uma ideia, o Santos, que é candidatíssimo ao
bicampeonato, já perdeu três vezes na competição. Sendo assim, um time
com estes números precisa ser respeitado. Seja você corintiano ou não.
O futebol corintiano é pragmático. E pode ser campeão desta forma. A
história nos mostra isso. Com uma defesa eficiente e um ataque que joga
para o gasto, o Alvinegro adotou a postura de empatar fora de casa e
decidir o mata-mata no caldeirão do Pacaembu. E vem dando certo.
O duelo contra o Vasco mostrou isso. O Timão teve problemas num ou outro
lance, mas também por méritos do time cruzmaltino, o qual se mostrou
mais uma vez muito competitivo. A vitória alvinegra foi justa, pois o
Timão foi a equipe que mais procurou o gol nos 90 minutos. No entanto,
se o triunfo terminasse do lado vascaíno, não seria nenhuma injustiça.
Em tempo: Antes de crucificarem o vascaíno Diego Souza pelo gol perdido
aos 18 minutos do segundo tempo, na cara do goleiro Cássio, vejam também
o lado do herói corintiano. Imaginem um gigante fechando o seu ângulo
como Cássio fez com o camisa 11? O arqueiro corintiano teve seus méritos
e, assim como Paulinho, autor do gol da vitória, também deixou o duelo
de quartas de final como um herói da Fiel.
De se lamentar apenas o ódio que tomou conta das redes sociais, antes,
durante e depois da classificação corintiana. Esporte não é isso. O
futebol é mágico e não deve conviver com a intolerância e desrespeito.
Ganhar ou perder faz parte do mundo da bola.
Hoje um time, no caso o Corinthians, está por cima, amanhã outro clube
desponta. É normal. A rivalidade tem de existir, pois ela alimenta o
futebol, mas sem ódio, ofensas e tudo que foi visto nesta quarta-feira.
Eu repudio tudo isso.

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