A escolha da Vila Belmiro como palco da primeira partida das quartas
de final da Libertadores, diante do Santos, parece não ter assustado os
jogadores do Corinthians. O goleiro Cássio, por exemplo, disse que a
equipe pode tirar proveito das dimensões do gramado, na partida que
acontecerá no dia 13 de junho.
"Já esperava que fosse lá. O campo tem dimensões parecidas com o do
Emelec (Estádio George Capwel). É um campo pequeno, curto. A gente se
portou bem lá (no Equador) e tem condições de sair com bom resultado da
Vila também", declarou, nesta quarta-feira, lembrando do duelo de
oitavas de final contra o Emelec, quando o Corinthians conseguiu um
empate por 0 a 0 na primeira partida, no Equador.
Para Cássio, o time paulista também tem que se espelhar no
comportamento que teve diante dos equatorianos para enfrentar o Santos.
"Precisamos ter tranquilidade, como tivemos com o Emelec. Temos que
ficar bem focados, sabemos que a pressão lá é grande, mas a gente
precisa fazer um bom resultado", comentou.
Contratado no início do
ano, o goleiro assumiu a titularidade na primeira partida diante do
Emelec, no lugar de Júlio César. Por isso, este será seu primeiro
clássico com a camisa do Corinthians, mas ele já sabe o que esperar,
principalmente em termos de provocação.
"Sempre há essas provocações, tem de tomar cuidado com o que fala,
mas pra mim não faz diferença. Estou com a cabeça focada nos jogos. Se a
provocação falta com respeito, menospreza, não é legal, mas estamos
todos focados para estes grandes jogos. Procuro nem prestar atenção
nessas coisas, não vale à pena", disse, comentando a provocação de
Fucile, feita através do Facebook.
Depois de ter sido muito elogiado por suas primeiras partidas no gol
corintiano, Cássio errou em algumas saídas de bola e chegou a ser
questionado sobre o gol levado na derrota por 1 a 0 diante do
Atlético-MG, no último domingo. Na ocasião, o atacante Danilinho, de
apenas 1,67m, conseguiu encobri-lo de cabeça.
O goleiro, no entanto, negou que tenha falhado no momento. "Foi mais
mérito dele, que foi inteligente, pensou muito rápido. No decorrer da
partida, jogo sempre na grande área e foi mais mérito dele do que falha
minha", avaliou. "Ele viu meu posicionamento e cabeceou. Como sou alto,
tenho de jogar mais na frente, não ficar debaixo dos paus", completou.

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