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23 maio 2012

Edilson pede que Corinthians ignore pressão

Edilson fez muitos gols e ganhou vários títulos pelo Corinthians / Vidal Cavalcante/AEEdilson jogou tanto no Vasco quanto no Corinthians, mas foi no time paulista que viveu uma de suas maiores alegrias no futebol: a conquista do título mundial em 2000, justamente em cima dos cariocas.  “O Vasco vai querer revanche e descontar o Mundial que eles perderam”, disse em entrevista exclusiva ao band.com.br.

O Capetinha pede para que o time paulista esqueça a pressão por nunca ter sido campeão da Libertadores.  “O negócio é atacar, ainda mais jogando no Pacaembu. Essa pressão atrapalha”. Ele não tem dúvidas para qual time vai torcer. “Corinthians, pelos títulos que eu conquistei lá, pela identificação com o clube e com a torcida”.

O ex-camisa 10 garantiu que não sente mágoas pela Fiel. Ele deixou o Parque São Jorge depois de o clube ser eliminado na competição sul-americana pelo Palmeiras em 2000. Na ocasião, foi encurralado por vários torcedores no estacionamento do Parque São Jorge e só deixou o clube com a ajuda de seguranças. Sem clima, foi negociado com o Flamengo. “Aquilo que aconteceu comigo não apaga a minha história que fiz pelo clube”, destacou.

Edilson aponta outro rival paulista como favorito ao título da Libertadores. “O Santos, mas a minha aposta é no Corinthians”.

Confira a entrevista completa a seguir:

Band.com.br: O que podemos esperar do duelo entre Corinthians e Vasco nesta quarta-feira?

Edilson: O jogo da Libertadores é difícil para as duas equipes. Vai ser uma partida boa de assistir, mas será tensa, pois ninguém pode cometer erros. Tem também a revanche do Vasco do Mundial, de querer descontar em cima do Corinthians.

Band.com.br: Acredita em um jogo aberto ou uma partida mais estudada?
Edilson:
Não acredito em um jogo aberto. Vai ser bem estudado taticamente. O que vai definir são os detalhes. Quem errar menos vai seguir.

Band.com.br: Arriscaria um placar?
Edilson:
2 a 1 para o Corinthians, gols de Paulinho e Liedson, que vai desencantar. Para o Vasco, Alecsandro.

Band.com.br: Na Libertadores, o Corinthians joga na pressão por não ter conquistado o título. Isso atrapalha?
Edilson:
Essa pressão é a única coisa que atrapalha. Jogar pressionado deixa as coisas ainda mais difíceis. De tanto insistir, tenho a certeza que uma hora esse título da Libertadores vem. Está bem próximo e agora tem mais uma oportunidade. Estou torcendo muito para que o Corinthians seja campeão, pois vai dar uma aliviada na torcida, que tem que aguentar a gozação dos rivais.

Band.com.br: Se você fosse o técnico hoje, o que você iria propor?
Edilson:
Se eu fosse o técnico do Corinthians eu iria pedir para que meus jogadores pressionassem, fosse ao ataque o tempo todo, aproveitando o fator campo e torcida. Se fizer um gol nos primeiros dez minutos, vai conseguir o seu objetivo. Não pode tomar gol, porque senão vai entrar em um desespero desnecessário.

Band.com.br: Você atuou pelo Corinthians e Vasco. Vai torcer para alguém?
Edilson:
Vou torcer pelo Corinthians, já que joguei pouco tempo no Vasco. Tenho uma identificação maior pelo Corinthians, onde atuei por mais tempo, conquistei títulos.

Band.com.br: Mas você deixou o Corinthians em uma situação tumultuada...
Edilson:
Aquilo que aconteceu não apaga a minha história que fiz pelo clube e foi uma minoria. Eu sai tranquilo, entrei no meu carro, ninguém tocou a mão em mim. Foi um grande mal entendido. Acho que ocorreu aquilo para as pessoas aparecerem um pouco.

Band.com.br: Quem do atual elenco corintiano você elegeria como seu sucessor?
Edilson:
Acho que não tem, pois cada um é cada um e estamos em épocas bem diferentes. Um que se assemelha ao meu futebol é o Emerson, com quem joguei junto no Japão. É um atacante bastante rápido e goleador.

Band.com.br: Quem você apontaria como candidato ao título da Libertadores?
Edilson:
O favorito é o Santos, mas a minha aposta é no Corinthians.

Band.com.br: Dá para comparar o futebol da época em que você atuou com o de agora?
Edilson:
Não dá. O futebol praticado hoje é diferente. Antes priorizava o gol, o futebol bonito. Hoje conta mais o resultado. Bom para a torcida e treinador, mas para o  espetáculo não é legal.
Edilson comemora gol pelo Vasco

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