O Capetinha pede para que o time paulista esqueça a pressão por nunca ter sido campeão da Libertadores. “O negócio é atacar, ainda mais jogando no Pacaembu. Essa pressão atrapalha”. Ele não tem dúvidas para qual time vai torcer. “Corinthians, pelos títulos que eu conquistei lá, pela identificação com o clube e com a torcida”.
O ex-camisa 10 garantiu que não sente mágoas pela Fiel. Ele deixou o Parque São Jorge depois de o clube ser eliminado na competição sul-americana pelo Palmeiras em 2000. Na ocasião, foi encurralado por vários torcedores no estacionamento do Parque São Jorge e só deixou o clube com a ajuda de seguranças. Sem clima, foi negociado com o Flamengo. “Aquilo que aconteceu comigo não apaga a minha história que fiz pelo clube”, destacou.
Edilson aponta outro rival paulista como favorito ao título da Libertadores. “O Santos, mas a minha aposta é no Corinthians”.
Confira a entrevista completa a seguir:
Band.com.br: O que podemos esperar do duelo entre Corinthians e Vasco nesta quarta-feira?
Edilson: O jogo da Libertadores é difícil para as duas equipes. Vai ser uma partida boa de assistir, mas será tensa, pois ninguém pode cometer erros. Tem também a revanche do Vasco do Mundial, de querer descontar em cima do Corinthians.
Band.com.br: Acredita em um jogo aberto ou uma partida mais estudada?
Edilson: Não acredito em um jogo aberto. Vai ser bem estudado taticamente. O que vai definir são os detalhes. Quem errar menos vai seguir.
Band.com.br: Arriscaria um placar?
Edilson: 2 a 1 para o Corinthians, gols de Paulinho e Liedson, que vai desencantar. Para o Vasco, Alecsandro.
Band.com.br: Na Libertadores, o Corinthians joga na pressão por não ter conquistado o título. Isso atrapalha?
Edilson: Essa pressão é a única coisa que atrapalha. Jogar pressionado deixa as coisas ainda mais difíceis. De tanto insistir, tenho a certeza que uma hora esse título da Libertadores vem. Está bem próximo e agora tem mais uma oportunidade. Estou torcendo muito para que o Corinthians seja campeão, pois vai dar uma aliviada na torcida, que tem que aguentar a gozação dos rivais.
Band.com.br: Se você fosse o técnico hoje, o que você iria propor?
Edilson: Se eu fosse o técnico do Corinthians eu iria pedir para que meus jogadores pressionassem, fosse ao ataque o tempo todo, aproveitando o fator campo e torcida. Se fizer um gol nos primeiros dez minutos, vai conseguir o seu objetivo. Não pode tomar gol, porque senão vai entrar em um desespero desnecessário.
Band.com.br: Você atuou pelo Corinthians e Vasco. Vai torcer para alguém?
Edilson: Vou torcer pelo Corinthians, já que joguei pouco tempo no Vasco. Tenho uma identificação maior pelo Corinthians, onde atuei por mais tempo, conquistei títulos.
Band.com.br: Mas você deixou o Corinthians em uma situação tumultuada...
Edilson: Aquilo que aconteceu não apaga a minha história que fiz pelo clube e foi uma minoria. Eu sai tranquilo, entrei no meu carro, ninguém tocou a mão em mim. Foi um grande mal entendido. Acho que ocorreu aquilo para as pessoas aparecerem um pouco.
Band.com.br: Quem do atual elenco corintiano você elegeria como seu sucessor?
Edilson: Acho que não tem, pois cada um é cada um e estamos em épocas bem diferentes. Um que se assemelha ao meu futebol é o Emerson, com quem joguei junto no Japão. É um atacante bastante rápido e goleador.
Band.com.br: Quem você apontaria como candidato ao título da Libertadores?
Edilson: O favorito é o Santos, mas a minha aposta é no Corinthians.
Band.com.br: Dá para comparar o futebol da época em que você atuou com o de agora?
Edilson: Não dá. O futebol praticado hoje é diferente. Antes priorizava o gol, o futebol bonito. Hoje conta mais o resultado. Bom para a torcida e treinador, mas para o espetáculo não é legal.

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