Titular do Corinthians de 2008 até o começo deste ano e capitão desde
a metade do ano passado, Alessandro passou de estrela a coadjuvante ao
se machucar e perder a posição para Edenílson, em março.
Contudo, a nova
chance do Guerreiro chegou. Com a fratura no pé esquerdo do
companheiro, o camisa 2 vai reassumir a lateral direita do Timão.
Edenílson sofreu uma fratura no osso metatarsiano do pé esquerdo —
próximo ao dedinho — e deve ficar dois meses longe dos gramados. Fora do
time — e da Taça Libertadores —, o camisa 21 abriu espaço para o
retorno de Alessandro.
Apelidado de Guerreiro por sua vontade em campo, o antigo capitão
volta em um momento mais do que decisivo para o Timão. Os dois jogos
contra o Vasco, pelas quartas de final da Libertadores, podem decidir o
futuro da equipe — e principalmente de Tite — em 2012. Um erro seria
fatal.
É aí que mora o problema para os corintianos. Alessandro tem
experiência mais do que suficiente para aguentar a pressão, mas o físico
não é mais o mesmo de anos atrás. Antes de sair do time por problemas
musculares, o camisa 2 já vinha sendo contestado.
Na reta final do Campeonato Brasileiro passado, o Guerreiro teve
sérias dificuldades contra adversários rápidos. Ele levou a pior diante
de Bernard, do Atlético-MG, e Osvaldo, então no Ceará. Apesar das
vitórias sobre ambos e do título, o torcedor passou a desconfiar da
segurança do lateral.
Tanto que Edenílson, volante de ofício, não teve muito trabalho para
segurar de vez a posição quando ganhou uma sequência em campo.
Mas Alessandro também tem suas qualidades. A determinação que lhe
rendeu o apelido de Guerreiro e a precisão na saída de bola contribuem
demais para a equipe.
Bem resguardado, pode ser capaz de atacar com qualidade e usar uma
das boas armas do Vasco, o apoio dos laterais, contra a própria equipe
carioca. Thiago Feltri, quando sobe, deixa as costas livres para o
camisa 2 do Timão chegar à linha de fundo e procurar os atacantes
alvinegros na área. rival perigoso/ Apesar de contar com bons talentos no meio de campo,
como Diego Souza, e os experientes Felipe e Juninho Pernambucano, o
Vasco também usa bastante as jogadas pelos lados.
Os laterais — tanto o ex-corintiano Fagner pela direita como Thiago
Feltri pela esquerda — vão bastante para a frente e o atacante Eder
Luís gosta de cair pelas pontas. As jogadas rápidas normalmente buscam
um cruzamento para Alecsandro ou até mesmo para a chegada surpresa de
Diego Souza.
“O Vasco é um rival de muita qualidade. A gente conhece bem como
jogar lá e eles, com certeza, vão usar o que têm de melhor. O primeiro
jogo, em São Januário, deve ser fundamental”, analisou o meia Danilo.
Ele e Alex marcaram os gols do empate por 2 a 2 contra o Cruz-Maltino,
no Brasileirão.

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