São Paulo - A meta corintiana já tem um novo dono. Com
estilo completamente diferente, com cabelo cumprido e faixa na cabeça, o
‘Frankenstein’ venceu a disputa com Danilo Fernandes. Com apenas uma partida como titular do Corinthians, Cássio assume a responsabilidade de substituir Júlio César diante do Emelec-EQU pela Libertadores.
Aos 24 anos, o goleiro é bastante rodado no futebol, apesar de não ter
se firmado nos clubes pelos quais passou. Iniciou como uma ótima
promessa do Grêmio, em 2006, e foi campeão sul-americano sub-20 pela seleção brasileira,
em 2007. O destaque lhe garantiu uma proposta do PSV Eindhoven, da
Holanda, e lá ficou escondido. Foi emprestado para o Sparta Roterdã-HOL e
foi encontrado pelo Corinthians, quando estava encostado na Europa.
“Ele precisava adquirir a forma física e técnica. Adquiriu e foi para o
jogo bem. Os trabalhos deles são bons, revezou alguns momentos no banco.
Tem a experiência internacional do jogador e a boa envergadura. Vive um
bom momento técnico, isso tudo é levado em consideração”, explicou
Tite.
Pesou muito para a definição por Cássio a maneira de atuar do Emelec.
Com forte jogo aéreo, os equatorianos insistem muito na bola alçada e o
novo titular é a opção mais alta (1,95m contra 1,85m de Júlio e 1,88m de
Danielo). Este fato foi analisado desde a contratação dele, no começo
do ano.
“Eu sei a história do Cássio. Buscamos uma série de informações de que
ele estava sendo preparado para ser o titular do Grêmio. Por uma
oportunidade, foi para o exterior, mas sempre soubemos da qualidade
dele”, ressaltou.
A opção por Cássio fez com que Tite barrasse dois goleiros que têm mais
tempo de clube. Júlio César tem 132 jogos, enquanto Danilo Fernandes
disputou 10 como titular, mas está no Timão desde as categorias de base.
“Penso essencialmente o que é melhor para o Corinthians, no momento.
Quando coloco a cabeça no travesseiro eu penso no Corinthians. Aí, eu
decido”, disse.
E a decisão por Cássio teve a opinião de Mauri Lima, preparador de goleiros do Corinthians, mas quem bateu o martelo foi Tite.
“Eu ouço, porém, eu defino. Tenho um jogador pela característica com uma
envergadura e saída do gol importante. Os dois estavam treinando bem.
Uma das coisas que eu procuro ter é observar muito. Eu consigo fazer
leitura dos gestos dos atletas”, afirmou.
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28 abril 2012
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