Os jogos passam, e Tite vai corrigindo as falhas e moldando o Corinthians para ter a cara de Libertadores.
Contra o Santos, domingo, o mistão corintiano teve 49% de posse de bola – pela primeira vez no ano teve menos posse do que o adversário. O técnico não se importou se não era seu time ideal. Nos treinamentos, cobrou mais posse, mais passes certos, mais profundidade e finalizações para o duelo contra o Nacional.
Nesta quarta-feira, a equipe foi rápida, objetiva, apertou a marcação na saída dos zagueiros, sem dar sustos atrás.
O Timão é de poucos gols, mas já aprendeu a tentar mais. Foram 20 finalizações (11 certas, nove erradas). Com o rival fechado, a movimentação pelas laterais foi essencial. Teve Danilo e Jorge Henrique, abertos, Paulinho saindo e ajudando Edenilson, que atacava sem receios. Liedson saiu da área e, da esquerda, arriscou um chute. O rebote ficou com Danilo, que teve calma para abrir o placar.
O segundo também partiu da ponta, com uma boa jogada de Edenilson pela direita, que encontrou Jorge Henrique na área, que pouco aparecia pois ajudava Fábio Santos na marcação.
O esforço do time, que chegou a segurar o ritmo no fim, foi reconhecido pela torcida. Alex, vaiado nos últimos jogos, e Liedson, que aumentou o jejum para dez partidas, saíram aplaudidos.
Nesta fase, de moldar a equipe e ajustar os erros, o Corinthians nunca deixou de ter o espírito de vencedor. Como foi o de Wallace contra o Santos, atuando lesionado e como pivô no fim do jogo.
Se assim já é difícil vencer o Timão, imagine se melhorar…

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