Foragido desde a última quinta-feira, quando a Polícia Civil deflagrou a “Operação Hooligans” para cumprir cinco mandados de prisão expedidos pela Justiça, Tiago Aurelio dos Santos Ferreira avisou sobre a invasão ao CT do Corinthians no Facebook, durante a madrugada do dia 1 de fevereiro, horas antes do ataque.
Às 4h20, ele informou na rede social que estava na sede da CD Pavilhão Nove, uma das facções uniformizadas da torcida investigadas pela polícia. Minutos depois, escreveu “Acho que acabou o ensaio... Logo mais... #patocuzaoforadotimao #sheikcuzaoforadotimao #vamuuuuu – se sentindo Muito Loco !! em CD Pavilhão Nove”.
Ferreira é um dos três torcedores identificados no CT que estão foragidos. Outros dois, Tarcísio Bazelli Diniz e Gabriel Monteiro de Campos, que também tinham mandado de prisão expedido, e Danilo dos Santos Gomes, com porte ilegal de um revólver calibre 38 com numeração raspada, foram presos na última quinta-feira. A polícia não divulga os nomes dos foragidos para não atrapalhar as investigações. Ferreira foi confirmado na lista por um dos advogados da Gaviões da
Fiel, que trabalha para alguns torcedores que foram levados à delegacia naquele dia.
No dia seguinte à invasão, o Corinthians perdeu para a Ponte Preta por 2 a 1, em Campinas. Ferreira escreveu “Daqui a pouco vao falar que o mal desempenho é por culpa da cobrança da Organizadas” [sic]. E “Se calar? Jamais! Timão é Tradição! Não pode ter cuzão!!!”.
Ferreira é um dos 12 que ficaram presos em Oruro, na Bolívia, por quase seis meses, acusados de participação na morte do boliviano Kevin Espada, aos 14 anos, atingido por um sinalizador atirado pela torcida do Corinthians no estádio, onde o time jogou pela Copa Libertadores, em 20 de fevereiro de 2013.
Pelo menos cinco ex-detentos já foram flagrados em brigas ou cometendo delitos desde que foram libertados e o caso foi arquivado.
> Entenda o caso
A invasão
Em 1º de fevereiro, mais de cem membros de facções da torcida do Corinthians (Gaviões da Fiel, Camisa 12 e Pavilhão 9) invadem o CT do clube, agridem e roubam funcionários, danificam carros e instalações.
Dias seguintes
O presidente do Corinthians, Mário Gobbi Filho, depõe na polícia e entrega imagens capturadas por apenas duas das 22 câmeras instaladas no CT. Pato, Douglas e Paulo André deixam o clube. Ibson já havia saído.
‘Operação Hooligans’
No último dia 20, a Polícia Civil prende três torcedores, apreende computadores, dinheiro e rojões alterados para aumentar o poder lesivo. Três membros de facções seguem foragidos.





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