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25 dezembro 2012

ESPECIAL LIBERTADORES: Timão, libertado e no topo da América!


Campinas, SP, 25 (AFII) – “Sabe o que corintiano faz quando ganha a Libertadores? Salva no Memory Card e desliga o Playstation”... Ou então “corintiano não tem passaporte, só bilhete de metrô”. O mundo pode até não ter acabado em 2012, mas estas duas são algumas das centenas de piadas que o torcedor do Corinthians deixou de escutar neste ano. Afinal, se antes o time se gabava de um título mundial - legítimo, mas contestado por palmeirenses, são-paulinos e santistas -, em 2012 o Timão fez barba, cabelo e bigode. O Time do Povo se “libertou” do sarro dos rivais com um título invicto da Libertadores e sobre o bicho-papão Boca Juniors-ARG.

Antes de chegar à tão sonhada final, o Corinthians precisou passar por um caminho bem menos glamouroso na 1ª fase. De certo modo, os comandados de Tite tiveram uma vida tranquila no Grupo 6. Contando com a força da Fiel, venceram os três jogos que fizeram em casa contra Cruz Azul-MEX, Nacional-PAR e Deportivo Táchira-VEN. Fora do país, venceu os paraguaios e empatou os outros dois jogos. Os 14 pontos somados garantiram aos alvinegros a segunda melhor campanha da fase de grupos.

O primeiro colocado foi o Fluminense, que somou 15 pontos no Grupo 4, que contava ainda com Boca Juniors, Arsenal-ARG e Zamora-VEN. O Santos, de Neymar, também se classificou como líder e garantiu a terceira melhor campanha. Vasco e Internacional também passaram, mas como segundos colocados em suas chaves.

O Flamengo foi a grande decepção entre os brasileiros, já que caiu ainda na fase de grupos, em uma chave que contava com Lanús-ARG, Emelec-EQU e Olímpia-PAR. Equatorianos e argentinos deixaram o Mengo para trás no Grupo 2. Os outros classificados às oitavas-de-final foram Universidad de Chile-CHI, Libertad-PAR, Vélez Sarsfield-ARG, Unión Española-CHI, Atlético Nacional-COL, Deportivo Quito-EQU e Bolívar-BOL.
Sorte a favor do Timão
Nas oitavas, o Corinthians teve a sorte que o Fluminense, por exemplo, não teve. A segunda melhor campanha colocou no caminho do Timão um adversário teoricamente mais fraco, o Emelec. Mesmo assim, o time do Parque São Jorge fez um primeiro jogo duro e voltou de Guayaquil com um empate sem gols. Na volta, no Pacaembu, uma vitória por 3 a 0 tranquilizou os nervos da Fiel.

Mesmo líder, o Flu não teve tanta sorte e precisou encarar uma pedreira nas oitavas: o Internacional. Em duas partidas bastante equilibradas, os tricolores conseguiram passar, com um empate sem gols e uma vitória por 2 a 1. O Santos chegou a perder na ida para o Bolívar, por 2 a 1, mas em casa atropelou por 8 a 0. O Vasco precisou dos pênaltis para passar pelo Lanús. Após uma vitória por 2 a 1 para cada lado, o Gigante da Colina venceu nas penalidades, por 5 a 4, em território rival.

Nos confrontos envolvendo os times estrangeiros também não houve surpresas. Líderes em seus grupos, Universidad de Chile, Libertad e Vélez passaram por Deportivo Quito, Cruz Azul e Atlético Nacional, respectivamente. Já o Boca, embora, não tenha sido líder, usou a seu favor o peso da camisa para superar o Unión Española.

Começam os grandes jogos
Com a Libertadores se afunilando, o equilíbrio dos duelos também aumentou. Prova disso, é que duas das quatro partidas das quartas-de-final saíram apenas nas cobranças de pênaltis, casos de Santos e Universidad de Chile. Já nos outros dois embates, as classificações de Corinthians e Boca Juniors aconteceram por apenas um mísero gol.

Grande personagem do torneio, o Timão viu sua única chance real de eliminação no duelo contra o Vasco. No Rio, os dois times empataram sem gols, resultado não tão bom, já que o gol marcado fora de casa conta como desempate. Na volta, aos 17 do segundo tempo, o meia Diego Souza poderia ter colocado os cruz-maltinos na semifinal. Ele roubou uma bola de Alessandro no meio, disparou sozinho e, na cara do gol, chutou para defesa milagrosa de Cássio. O gol inacreditável foi a mostra que de este era o ano do Corinthians. O gol de Paulinho, aos 42 minutos, pôs a Fiel na semi.

O fato de ser, até então, o time de melhor campanha, não garantiu ao Flu a vaga. Perante o Boca, seis vezes campeão da América, o Tricolor sucumbiu em pleno Engenhão. Após a derrota, por 1 a 0, em La Bombonera, os cariocas venciam na volta, por 1 a 0, até os acréscimos, quando Santiago Silva fez o gol da classificação portenha.


O Santos também teve muitas dificuldades pela frente. Nem a grande fase de Neymar facilitou a vida do Peixe contra o Vélez. Após uma vitória por 1 a 0 para cada lado, os alvinegros venceram nos pênaltis, por 4 a 2. Já a “La U” eliminou o Libertad, por 5 a 3 nas penalidades, após dois empates por 1 a 1.
ão deixe para fazer amanhã...

Depois de grandes batalhas nas quartas, as semifinais até deram a impressão de terem sido menos tensas, mas nem de longe foram tranquilas. Desta vez, Corinthians e Boca fizeram seus fanáticos torcedores sofrerem bem menos. Isso porque ambos largaram em vantagem logo na partida de ida, o que no final das contas tornou suas classificações menos traumáticas.

Novamente contando com a mítica La Bombonera, o Boca abriu logo 2 a 0 na ida sobre a Universidad de Chile, com gols de Santiago Silva e Sánchez Miño. O placar obrigaria os chilenos a vencerem por três gols de diferença ou então por 2 a 0 para levar aos pênaltis. Copeiro, o time argentino administrou bem em Santiago e, após um 0 a 0, voltou com a vaga na bagagem.

O regulamento esdrúxulo da Conmebol, anti-Brasil, obrigou Santos e Corinthians a se enfrentarem na semifinal. Pior para o Peixe, que pegou o Timão em seu ápice. Em plena Vila Belmiro, Emerson Sheik chamou a responsabilidade e marcou o único gol da partida. No Pacaembu, os santistas até saíram à frente com Neymar, mas sofreram o empate com Danilo. O sonho do tetra foi adiado.

O último ato!
Se antes os corintianos sofriam com a falta de um título continental, agora estavam a um passo de se libertarem do principal motivo de suas piadas. E para ajudar o rival seria o Boca Juniors, que passou por cima dos brasileiros nos últimos, virando até uma espécie de “bicho-papão de times brazucas”.

Como já era esperado, a Fiel fez sua peregrinação até a Argentina e esgotou rapidamente sua carga de ingressos. Após um primeiro tempo truncado, os donos da casa voltaram pressionando na segunda etapa, mas chegaram ao gol apenas aos 28 minutos com Roncaglia. Os argentinos só não estavam prontos para um talismã com nome de craque. No final, Romarinho, que entrara na vaga de Danilo, recebeu de Emerson e num toque de frieza "romarística" empatou o marcador.

O gol no fim, além de aliviar a situação do Timão, que poderia ter levado o segundo, também deu uma grande vantagem na volta. A Fiel preparou uma festa linda e Tite colocou em campo um time bem consciente do que precisava fazer. Com o palco todo armado, coube a Emerson Sheik assumir o papel de protagonista e garantir o título, marcando os dois gols da vitória, por 2 a 0.

Foi o último ato. Aquele foi o último instante que um corintiano ainda poderia sofrer com as piadas. A América passou a ser também do Timão e para piorar com um Mundial de lambuja.

Fonte: Futebol Interior

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