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Paulinho já marcou 26 gols com a camisa do Corinthians
Crédito da imagem: Miguel Schincariol
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No Corinthians desde 2010, ano em que o Brasil sucumbiu com Dunga na Copa da África do Sul, o volante é hoje uma realidade na Seleção Brasileira de Mano. Em seis jogos, marcou dois gols.
Animado com fase e de cabeça tranquila após definir pela permanência no atual campeão brasileiro e da Libertadores, o volante-artilheiro (26 gols pelo Corinthians em 137 jogos) falou sobre a vida pessoal, perspectivas com a camisa amarelinha, Mundial de Clubes em dezembro, entre outros assuntos. Confira:
Lancenet!: Se não fosse aquela prioridade dada à Libertadores no início, o Corinthians estaria brigando com o Paulinho: Fluminense pelo título brasileiro? É compatível ao Flu?
Paulinho: Se tivéssemos duas ou três vitórias a mais naquele início, estaríamos brigando pelo título. A gente sabe e sente que tinha condições de brigar pelo Brasileiro, mas todos sabem que nosso foco maior no momento era a Libertadores. Daria para brigar com o Fluminense, sim.
Lancenet!: Campeão brasileiro, campeão da Libertadores e, agora, você pode ser campeão mundial. Os três títulos mais importantes para um clube brasileiro. O que pensa sobre essa possibilidade?
Paulinho: Claro que fico pensando nisso, você vem numa sequência de títulos, um Brasileirão importantíssimo, uma Libertadores da forma que foi e você indo para o Mundial tendo a condição de ser campeão, acho que não teria coisa melhor.
Lancenet!: Para quem veio do pequeno Bragantino, uma verdadeira reviravolta...
Paulinho: Pois é. Primeiro tenho de agradecer a Deus. Dá orgulho, com certeza. Acho que esperei meu momento, minha hora, quando o Tite me deu oportunidade eu sabia que tinha de agarrar. É muito difícil manter uma regularidade, mas eu sabia e tinha essa responsabilidade. Para ser titular do Corinthians precisa fazer muita coisa, precisa todo dia estar mostrando alguma coisa e realmente na minha carreira aconteceu tudo muito rápido, evolução rápida, não esperava.
Lancenet!: Muitos vieram para o Corinthians de time pequeno e ficaram pelo caminho. Por que não ficou?
Paulinho: Cada jogador se comporta de uma forma, tem sua personalidade. Falta de capacidade técnica não foi com todos esses que passaram aqui. Acho que fui um privilegiado, aproveitei a oportunidade que tive. Tenho que manter uma regularidade boa para continuar. Há objetivos a serem alcançados. Mas depende muito de cada jogador.
Lancenet!: O extracampo é fundamental...
Paulinho: Acho que isso independe da área e da função que se exerce. É preciso ter consciência das coisas que você faz, tudo tem um limite, todos têm responsabilidades. Um dia você tem de falar: 'hoje vou dormir um pouco mais cedo porque amanhã tem treino'?. Ou 'hoje posso ficar com minha família, ir a um restaurante e dormir um pouco mais tarde porque o treino é mais leve'?. Tem uma série de coisas e fatores que eu pude separar. Tem seu trabalho, mas tem sua vida pessoal e eu consegui separar muito bem. Poderia estar com muitos problemas extracampo, falo de família, pessoal, mas sempre consegui separar as coisas. Chegava aqui e nunca passava isso para ninguém. Soube separar e isso é uma vantagem. Pretendo ser sempre assim comigo.
Lancenet!: Como foi aquele período de indefinição quanto ao seu futuro?
Paulinho: Não estava me abalando, mas também estávamos num período de comemoração da Libertadores. A proposta não me abalou nenhum pouco, mas a situação estava indefinida, coloquei para todos que a proposta balançava qualquer jogador, qualquer outro na minha situação ficaria assim. Era uma proposta boa, mas com todo respeito a Inter de Milão (ITA)... Eu não me arrependo de ter ficado aqui. Mas agora tudo voltou ao normal para mim.
Lancenet!: Agora está tudo tranquilo, mas na época foi complicado, não?
Paulinho: Fora de campo estava sendo muito difícil para mim lidar com isso. Daí num certo momento falei para o Tite que para mim estava difícil porque tinha uma decisão para tomar, mas estava com muitas coisas na cabeça. Naquele momento, coloquei para os meus representantes que só sairia por uma coisa muito boa para minha família, independentemente de quem fosse, do dinheiro que eles ou o Corinthians iriam ganhar. Se aparecer algo mais para frente e se não for bom, não saio. Quero ficar..
Lancenet!: Perdeu o sono por isso?
Paulinho: Não, mas sete, oito da manhã, o telefone tocava, isso já estava me incomodando. Eu não conseguia ficar tranquilo durante o dia com minha família. Tinha hora que eu desligava o telefone. Não me escondendo de imprensa nem de ninguém, mas de pessoas que eu queria que resolvessem logo a minha situação. Foi dificil ouvir o telefone tocando para falar de situações que podiam ser conversadas depois das 10h. Não era nem a minha função, não tenho que me expor, mas sempre fui sincero e estava sendo incomodado.
Lancenet!: Ficou e virou titular da Seleção. A prova que tomou melhor decisão?
Paulinho: Tomei uma decisão que teria de tomar, não me arrependo. E estou feliz. Tivesse acontecido de ter ido embora para qualquer outro lugar, eu correria um risco de começar tudo de novo, de ter que mostrar meu potencial. Isso poderia fazer com que eu me afastasse da Seleção. E quis ficar porque achei que aqui estou perto da Seleção. A cada ida quero me firmar, meu primeiro objetivo é me firmar no grupo para, aí sim, estando lá dentro, brigar pelo espaço. Manter minha regularidade no Corinthians, contruíndo junto com meus companheiros.
Lancenet!: Você viu a loucura da cidade de São Paulo na final da Libertadores. Imagina como será aqui durante a Copa do Mundo? Sonha com isso?
Paulinho: Não tenho noção de como seria uma Copa aqui estando entre os 23 convocados, não tenho essa dimensão do quanto seria importante na minha carreira e para a família.
Lancenet!: Antes havia referências como Cafu, Ronaldo, Roberto Carlos. É mais difícil não ter isso agora?
Paulinho: Essa geração construiu uma história, agora pode ser construída outra. Vários jogadores como David Luiz, Daniel Alves, Thiago Silva, Kaká assumem essa responsabilidade, mas acho que não só os experientes, os mais jovens também, independentemente de nomes. É um grupo e todos têm de assumir sua parcela. Podemos construir uma outra geração vitoriosa como fizeram Ronaldo, Roberto Carlos...
Fonte: Lancenet






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