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Paulinho usa camiseta com a logomarca da promoção no Pacaembu Crédito da imagem: Fernando Donasci/UOL |
Segundo a empresa, Ferrari, assim como os outros quatro sorteados, ainda terão direito ao prêmio anunciado, mesmo com o cancelamento da promoção.
A informação, porém, não afastou todas as preocupações do torcedor, que diz estar 'sentindo cheiro de falcatrua.'
'É tudo muito estranho, eu fico preocupado. A empresa pode sumir e deixar as pessoas na mão. Estamos acostumados a ver essas coisas acontecerem no Brasil', afirmou o médico.
As suspeitas de Ferrari começaram quando outra reportagem do UOL Esporte revelou, há duas semanas, que a empresa deu um calote de cerca de R$ 1 milhão no Corinthians, que interrompeu prematuramente a exibição da marca da campanha no uniforme alvinegro.
O clube diz negociar a dívida e ofereceu um parcelamento para não entrar na Justiça contra a empresa.
Quando soube do fim da promoção, Ferrari entrou em contato com o Apito Promocional através do único canal disponível, o e-mail. Até a noite de segunda, porém, não havia recebido resposta.
O UOL Esporte também mandou um e-mail para os organizadores pedindo esclarecimentos, mas não obteve resposta. O site da promoção foi tirado do ar, assim como os números de telefone para contato.
O Corinthians também se diz incapaz de fornecer algum telefone para se encontrar os responsáveis pela empresa.
Ferrari foi sorteado após enviar 20 cupons para participar dos oito sorteios previstos inicialmente. A ideia da promoção era sortear até 130 viagens ao Japão para a torcida corintiana, além de carros e motos. Sem o retorno esperado, a empresa cancelou as ações após o primeiro sorteio.
'Não gastei nada pelos cupons porque sou sócio-torcedor. A cada R$ 50 que gastei com ingresso para jogo, eles me deram um cupom', explica o médico. 'Mas acredito que isso vai dar um problemão para quem comprou os cupons. Eu guardei todos os documentos para me precaver. Se não receber o que eu quero, vou acionar a Justiça.'
Um pacote com cinco cupons para o sorteio custava R$ 14,90. O Apito Promocional promete devolver o dinheiro de quem comprou o produto desde que os consumidores mandem um e-mail para a empresa.
Ferrari pretende trocar sua viagem por dinheiro e diz estar respaldado pelo regulamento da promoção. O torcedor já havia comprado um pacote para o Mundial meses antes de ser sorteado. De acordo com ele, o regulamento prevê a troca do prêmio por R$ 10 mil.
De acordo com o Procon, órgão de defesa do consumidor, o Corinthians deve ser uma espécie de fiador de sua antiga parceira no processo de restituição do valor pago pelos cupons. Caso os empresários sumam do mercado e não devolvam o dinheiro dos clientes, é o clube quem deverá arcar com a despesa.
'Se algum consumidor se sentir lesado, pode fazer uma denúncia que nós vamos averiguar. A multa em caso de não restituição do valor investido pode chegar a R$ 6 milhões', afirma o diretor de fiscalização do Procon-SP, Márcio Marcucci.
Procurado pelo UOL Esporte, o diretor jurídico do Corinthians, Luiz Alberto Bussab, acredita, porém, que o clube não irá se envolver na relação entre Apito Promocional e torcedores, muito embora a campanha tenha sido feita em conjunto com seu programa de sócio-torcedor.
Fonte: UOL






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