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17 fevereiro 2012

Corinthians aprende primeira lição na Libertadores

O Corinthians pôde sentir o que é disputar uma Libertadores. O senso comum dos jogadores alvinegros evidencia o que ficou de lição para o time com o empate por 1 a 1, contra o Deportivo Táchira, na estreia na Libertadores, em San Cristóbal, na Venezuela.

“Acho que a maior lição que tiramos foi a gente conseguir saber, no primeiro tempo, o que é mesmo a Libertadores”, revelou o goleiro Júlio César, nesta quinta-feira, no desembarque no Aeroporto Internacional de Guarulhos, em São Paulo.

A catimba adversária, a dura marcação, a grande diferença da arbitragem em comparação aos jogos no Brasil, a necessidade de concentração total do início ao fim e a maneira como o adversário sul-americano se porta quando sai na frente no placar foram as principais lições aprendidas para o Timão não sofrer mais na Libertadores e, assim, conseguir sua primeira vitória contra o Nacional-PAR, dia 7, pela segunda rodada do Grupo 6.


Ainda para Júlio César, a ansiedade pela estreia na competição dificultou a atuação do time - mais um fator que serviu de aprendizado para o time não ter mais nervosismo nos demais jogos pela pressão que enfrentarão.

“A gente entrou um pouquinho meio mole e depois, no segundo tempo, conseguimos equilibrar bem as coisas. Então, a gente pegou a lição que Libertadores é muito truncado e jogo disputado e não tem bola perdida”, disse Júlio César, que viu uma evolução no pensamento dos jogadores depois do empate.

“Conversamos muito no avião e vimos o que precisamos melhorar. O time está focado para não termos uma atuação sem problemas daqui para frente.”

“Fica para nós a mesma lição de todo jogo. Tem que ser competitivo o tempo todo, colocar nossa qualidade para fora para ter mais tranquilidade. A gente sabe que a Libertadores vai ser toda difícil”, explicou Alex, que teve sua opinião corroborada pela de Tite.

O treinador, por sua vez, ressaltou um aspecto que ajudou seu jogadores a entenderem que não é possível se desconcentrar em nenhum momento.

“Temos que saber como reagir ao gol inesperado, porque depois o adversário se fechou e não deixou a gente construir. Teve uma catimba forte, com uma equipe que não se propôs a jogar. E mesmo assim a gente manteve a concentração. Isso tudo trouxe de lição”, explicou Tite, que conseguiu transmitir bem sua ideia aos atletas.

“Sabemos que não se pode começar perdendo, porque vai ser sempre jogo apertado e sofrido na Libertadores”, disse o lateral Fábio Santos.

“Tomara que não continue assim (sofrido), mas se tiver que ser e terminar com o final feliz, que seja”.

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