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22 julho 2011
Tite com apenas uma dúvida para definir o Corinthians contra o Cruzeiro

Com três desfalques certos para o jogo de domingo, o técnico Tite avisou nesta sexta-feira que vai esperar pela reavaliação de Jorge Henrique antes de definir a escalação do Corinthians para a partida contra o Cruzeiro. O ataca
nte deixou o campo na quarta sentindo dores musculares na coxa.
'Estou aguardando uma posição até amanhã [sábado]. Seguramente ele vai fazer algum trabalho com o pessoal da preparação. A definição vai ficar para amanhã', afirmou o treinador, que terá os desfalques de Fábio Santos, suspenso, e Julio Cesar e Liedson, machucados.
Tite confirmou que contará com Emerson no ataque, na vaga de Liedson, e os estreantes Renan, no gol, e Ramon, na lateral. Se Jorge Henrique não tiver condições, Alex poderá começar como titular, mais avançado no meio-campo. O treinador garantiu que não mudará o sistema tático por conta da eventual ausência do atacante.
'O sistema não muda. Muda o atleta, mas o sistema não. Não quero ficar mexendo na organização do time. A possibilidade é a entrada de Ramon, Emerson e Renan', declarou o técnico, que minimizou os desfalques. 'É por isso que falo em equipe. Está aí a oportunidade para entrar e produzir bem. É a equipe que ganha alguma coisas, e não os 11 titulares'.
'Todos são importantes, surge o momento de cada um. Briga, rivalidade por posição vai acontecer. Mas não pode haver o ''eu sou o cara, eu estou bem, vou jogar''', reforçou o treinador, que não mostrou preocupação com a estreia do jovem Renan. 'Ele está com uma expectativa muito grande e está focado no trabalho para produzir o que fez no Avaí'.
Em relação ao adversário, Tite disse esperar uma grande partida no domingo. 'Só posso dizer que o Cruzeiro é uma extraordinária equipe, que manteve sua base. Vai ser um grande clássico. A gente está em grande fase, mas tem de ser assim em cada jogo'.
Para o treinador, o diferencial do Corinthians tem sido a forte marcação e o bom preparo físico. 'A equipe marca muito, mas faz pouca falta. É competitiva e leal. Dá para roubar a bola e ser leal', comentou. 'Fizemos um ajuste de cargas de trabalho para não estourar os atletas', ressaltou.
Governos estadual e federal forçam a barra para Itaquerão abrir a Copa

O dinheiro seria utilizado na construção de uma projeção móvel que ampliaria a capacidade da arena de 48 mil lugares — como sempre projetou o Corinthians — para 68 mil — como exige a Fifa àqueles que quiserem sediar a abertura da Copa.
A confissão de que milhões de reais sairão dos cofres públicos direto para o estádio do Corinthians vai de encontro ao que disseram pelo menos três autoridades nos últimos anos. “Mesmo que São Paulo tenha recursos, eles não serão dirigidos para estádio”, jurou o prefeito da capital paulista, Gilberto Kassab, no ano passado, repetindo discurso do governador Geraldo Alckmin no mesmo mês. Três anos antes, o ministro do Esporte, Orlando Silva, também já havia embarcado no discurso: “Não haverá um centavo de dinheiro público para estádios”, sentenciou.
Mais complicado do que o costumeiro “não escrevam o que eu disse”, entretanto, é a intruncada forma de pagamento supostamente acertada entre Corinthians e a construtora Odebrecht, conforme noticiou ontem o jornal Folha de S. Paulo. Na teoria, o contrato entre os dois prevê a quitação de R$ 400 milhões (os outros R$ 420 milhões saem de incentivos fiscais da prefeitura) com as rendas geradas pelos jogos do time no estádio. E mais: o dinheiro nem sequer passaria pelos cofres do Corinthians.
Isso tudo, segundo a empreiteira, uma vez que o clube ainda não assinou tal acordo. “Há um fundo que será detentor do terreno, de direitos (naming rights) e receitas do estádio”, disse à Folha um dos diretores da Odebrecht Carlos Armando Paschoal. É o fundo que pegará dinheiro do BNDES e se comprometerá a pagar.
Na matemática corintiana, porém, o lucro com o Itaquerão passará de R$ 120 milhões ao ano. O que daria para pagar o BNDES no prazo estipulado — 10 anos — e ainda sobraria dinheiro para o clube. É improvável: o último jogo do Corinthians no Pacaembu — vitória sobre o Internacional por 1 x 0 pelo Brasileirão — teve R$ 1,1 milhão de renda. O que significa que, das duas, uma: ou os contratos publicitários do Itaquerão serão espetaculares, ou o time precisa realizar mais de 100 jogos por ano em casa, com estádio cheio, o que, evidentemente, é impossível.





