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30 maio 2010
Corinthians fisga o Peixe.
O Corinthians ainda não havia esquecido a polêmica derrota no último clássico contra o Santos, na Vila Belmiro. Neste domingo, os comandados de Mano Menezes demonstraram muita disposição para golear o rival por 4 a 2. Festejaram seus quatro gols com entusiasmo. No penúltimo, uniram-se para fingir que fisgavam o Peixe no Pacaembu.
A motivação do Corinthians ficou notória desde o primeiro minuto, com o gol de Jorge Henrique. Seguro na defesa, Chicão não permitiu que Neymar repetisse o chapéu que aplicou no clássico passado, com o jogo paralisado. André descontou no início do segundo tempo. Mas Bruno César, Ralf e Paulinho transformaram a vitória em goleada, antes de Marcel diminuir.
O resultado deixou o Corinthians com larga vantagem na liderança do Campeonato Brasileiro, agora com 13 pontos ganhos. Receberá o Internacional na quinta-feira. Já o Santos, que perdeu a invencibilidade na competição e segue com 8 pontos, tentará se reabilitar contra o Cruzeiro, quarta-feira, no Mineirão.
O jogo - Boa parte da torcida do Corinthians ainda estava embaixo do "maior bandeirão do mundo" quando a equipe comandada por Mano Menezes abriu o placar no Pacaembu. A um minuto de partida, o meia Bruno César arriscou um chute forte de fora da área, e o goleiro Felipe deu rebote. Jorge Henrique aproveitou e conferiu.
Os jogadores do Corinthians correram em direção à torcida para dançar - uma clara resposta à maneira como os santistas comemoram os seus gols. Com a bola rolando, o time da casa também estava bem coreografado. A opção por escalar dois armadores (Bruno César e Danilo) aumentou o poder de criação diante do Santos.
A escolha de Mano parecia ser tão acertada que só o Corinthians atacou nos primeiros minutos. Aos 15, por exemplo, Jorge Henrique quase ampliou. O atacante (que havia reclamado da reserva e voltou a barrar Defederico) dividiu com a zaga adversária para escorar de cabeça um cruzamento de Roberto Carlos. A bola parou no travessão.
O Corinthians também estava seguro na defesa. Ralf se posicionou como um terceiro zagueiro e deu proteção ao time. Chicão não se intimidou com a ameaça de Neymar de repetir o chapéu que aplicou no clássico passado, com o jogo parado. Diante do atacante, o corintiano matou a bola no peito, deu um bico para frente e foi aplaudido.
O Santos só conseguiu melhorar depois dos 20 minutos, quando Paulo Henrique Ganso passou a ser mais eficiente. Aos 27, Neymar rolou a bola para Marquinhos, e Felipe fez grande defesa. A zaga do Corinthians se atrapalhou na sequência, e o meia chutou para o gol. O assistente já havia levantado a sua bandeirinha: impedimento.
O lance revoltou o time visitante. Enquanto Dorival Júnior protestava constantemente à beira do gramado, seu colega Mano Menezes sorria tranquilamente no banco de reservas do Corinthians. O Santos tentou trazer mais preocupação ao treinador rival no final do primeiro tempo, à base da velocidade de sua dupla de ataque.
Aos 38 minutos, Chicão voltou a vencer uma disputa com Neymar. O santista arriscou da entrada da área, com Felipe batido no lance. Sereno, o zagueiro afastou de cabeça para salvar a sua equipe. "Mas não tem esse negócio de resposta. Estamos só jogando o nosso futebol", disse o corintiano, satisfeito, antes de descer para o vestiário.
O Santos retornou para o segundo tempo ainda incomodado. Os jogadores não haviam aceitado um suposto tapa de William em Wesley. E Dorival não se cansou de reclamar do árbitro Sálvio Spinola Fagundes Filho. Quem precisou entrar em ação, no entanto, foi Mano. Jorge Henrique se contundiu e saiu ovacionado para a entrada de Iarley.
Logo em seguida, o Santos conseguiu empatar. Aos 7 minutos, Marquinhos rolou a bola para André bater cruzado para o gol. O atacante chamou os seus companheiros na direção da torcida organizada do Corinthians: sentaram no gramado e festejaram de maneira irreverente. Mas a festa dos visitantes no Pacaembu durou pouco.
O Corinthians retomou a vantagem no placar no minuto seguinte. O lateral direito improvisado Jucilei fez um bom cruzamento na área. A bola ficou com Bruno César, que chutou com violência para restabelecer a alegria no rosto dos corintianos. A felicidade era tamanha que, desta vez, não houve espaço nem para comemorações ensaiadas.
Dorival tentou reanimar o Santos com Madson e Marcel nos lugares de Neymar (que deixou o campo irritado, sem cumprimentar o companheiro) e Pará. Não adiantou. Aos 21, Ralf mostrou que suas virtudes não se resumem à marcação: passou pela defesa santista com categoria e chutou no canto. Ele e seus companheiros fisgaram o Peixe durante a vibração.
Quando a torcida já gritava "olé" e Mano Menezes estava mais aflito com a marcação, Paulinho desrespeitou a ordem de ajudar a defesa. O volante que havia substituído o elogiado Bruno César deu uma cabeçada para configurar a goleada, aos 40. Em seguida, Marcel diminuiu para o Santos também pelo alto.
É campeão!!!
O clube brasileiro chegou a ter dois jogadores expulsos, mas derrotou os mexicanos. O gol do título foi marcado por Kelvin, que aproveitou cobrança de escanteio do meia Fran para completar de cabeça.
"Foi um jogo truncado e, mais uma vez, conseguimos superar. Tivemos dois expulsos, mas o grupo manteve o foco e o domínio para levar o caneco", afirmou Fran, que citou a necessidade de um troféu no ano do centenário alvinegro.
"Neste ano tão importante para o clube, conquistamos o primeiro título da temporada. Estou muito feliz e quero comemorar ainda mais quando chegar ao Brasil", completou.




