
Tão próximos, mas ao mesmo tempo, tão distantes um do outro. Menos de cinco metros separavam o técnico Dunga do atacante Ronaldo, do Corinthians, num dos camarotes mais movimentados do Carnaval carioca. Mesmo assim, não houve troca de olhares ou ao menos um aceno. A convocação do jogador, que diz ainda sonhar com a Copa da África do Sul, nunca foi tão improvável.
- Quero muito disputar a Copa, ajudar o Brasil, mas só vou provar que sou capaz de fazer isso dentro de campo. Não gosto de fazer pressão ou mandar recados - afirmou o Fenômeno assim que chegou no camarote, por volta de 1h.
Mais tarde, por volta das 5h, o atacante deixou o local e resumiu o encontro com Dunga.
- Não nos vimos - limitou-se a dizer.
O técnico da Seleção Brasileira deixou o sambódromo cerca de uma hora antes do atacante. Os olhos atentos não deixaram escapar um detalhe sequer dos desfiles, mas o som da bateria não foi capaz de fazer o gaúcho sambar. Depois de elogiar as escolas que passaram pela avenida, o treinador comentou a presença de Ronaldo.
- Não nos falamos. Havia 1.200 pessoas no camarote - finalizou.





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