Brilhantismo ou competitividade: Depois de pregar que prefere um time competitivo a um brilhante para ser campeão da Libertadores, Mano Menezes esclareceu que não é um defensor do futebol 'feio' e que ser competitivo não significa carecer de qualidade. "Quero deixar bem claro meu pensamento. Futebol competitivo é muito qualificado. Não dá para confundir e achar que competição é falta de qualidade, pois não é. O que se discute é um futebol mais bonito aos olhos de quem vê, com mais jogadas, mais dribles. Eu gosto, como todo brasileiro gosta. Às vezes, na ânsia de mostrar esse futebol, esquecemos o que é mais importante para ganhar campeonato, não só a Libertadores. Mas brilhantismo pode ser uma consequência", dissertou.
Quem é brilhante? O treinador corintiano se esquivou quando questionado sobre qual equipe brasileira estaria apresentando um futebol brilhante atualmente e deixou a resposta nas mãos dos jornalistas. "O futebol brasileiro é bem cíclico quanto a isso. De períodos em períodos tem um time que todo mundo gosta de ver jogar. Às vezes, um ou outro consegue prorrogar esse período. Não falei de forma pejorativa para alguém e não destaco nenhum. Sou só treinador. Quem avalia são vocês".
A verdade, nada mais: Mano Menezes foi questionado sobre como explicará aos sete jogadores que ficarão fora da lista da Libertadores o porquê de terem sido 'renegados'. E foi sincero: "Quem ficar vai ouvir a verdade, pois não tem como enganar um homem muito tempo. Não é possível inscrever 26, da mesma forma que é impossível escalar 12. Não tem que arrumar desculpas, e sim fazer opções em cima do que você conhece e da necessidade", filosofou, em recado direto para Morais, Edno, Boquita, Moacir e Dodô, favoritos à 'exclusão' na competição continental.





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