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01 fevereiro 2010

Felipe rompe silêncio após clássico, assume erros e reclama de críticas


Felipe foi um dos destaques (talvez o maior) da vitória do Corinthians por 1 a 0 sobre o Palmeiras, no último domingo. No entanto, deixou o Pacaembu sem dar entrevistas. Magoado com as críticas recentes que recebera, preferiu manter o silêncio até como forma de protesto. Um dia depois, porém, o goleiro decidiu se manifestar e falou em tom de desabafo.

“Não seria bom se eu falasse tudo que quero. Todo mundo erra e trabalho diariamente para errar o menos possível. O problema é que por uma falha todo um trabalho é colocado em xeque. Eu é que preciso aprender a lidar com isso. Quando jogo bem, era obrigação. Quando jogo mal, não presto mais”, comentou o camisa 1.

Felipe foi o único jogador presente em todas as partidas do Corinthians neste ano, somando as cinco partidas do Paulista e o amistoso contra o Huracán. E não saiu em nenhuma. Segundo ele, as falhas que cometeu neste início de temporada foram causadas por diversos fatores, todos naturais.

“Errei na estreia, contra o Monte Azul, e contra o Mirassol tive um erro de comunicação. Aconteceu porque é início de temporada, falta entrosamento e um pouco por causa da desatenção. Mas ainda é muito pouco tempo para cobrar. Assim como as outras equipes, não estamos 100% ainda”, argumentou.

Apesar de ainda se incomodar com as críticas, Felipe está acostumado a tal situação. Ele já foi do céu ao inferno algumas vezes. Destacou-se na campanha do rebaixamento em 2007 e foi criticado logo depois ao pedir aumento salarial para não sair.

Em 2008, teve atuação decisiva na semifinal da Copa do Brasil, contra o Botafogo, pegando pênalti. Na final, por outro lado, falhou em gol do Sport no segundo jogo e foi afastado por Mano Menezes logo em seguida.

“Tenho que aprender a conviver com a crítica. Já ganhei títulos e prêmio individuais aqui, mas por um erro sou crucificado. Estou completando 200 jogos pelo Corinthians [atualmente tem 173]. Aos trancos e barrancos, estou indo para minha quarta temporada aqui”, disse.

Diante do Palmeiras, Felipe fechou o gol. Fez pelo menos três defesas difíceis e mostrou segurança. Ao fim do jogo, Danilo o comparou a Rogério Ceni e disse que o clássico poderia ter mais 45 minutos que a equipe não seria vazada.

Felipe agradeceu e comentou. “É sempre bom ser comparado a um grande goleiro como o Rogério, mas preferia que não tivesse mais 45 minutos. Eu perguntava toda hora se o jogo já estava acabando, se faltava muito”, completou.

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